• Anne Lieri

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  • Nato Matos

12/01/2011

O consolo de Maria




A mãe sorri levemente,
ao ver o filhinho no berço,
entregue a profundo sono,
de um anjo parece o semblante.

O amor que ela sente,
tão grande no peito não cabe,
imagina-o homem feito,
aninhando-se em seu abraço.

De repente uma imagem,
na mente lhe aparece,
a Virgem Maria guardando,
o seu Filho na cruz do calvário.

Que dor ela sentiu,
ao ver o Filho amado,
açoitado e maltratado,
na cruz crucificado.

Deve lhe ter perguntado,
porque Filho querido,
foste Tu designado,
para ser imolado?

Com certeza o Pai Altíssimo,
desta mãe se apiedou,
permitindo que a resposta,
fosse dada sem demora.

Porque o Pai me escolheu,
e eu sem demora aceitei,
em mim eu já sentia,
dor por meus irmão que se perdiam.

Ajudá-los a despertar,
do sofrimento os livrar,
dentro de meu livre-arbítrio,
eu quis sim ajudar.

De meu amor conhecedor,
o Pai um presente me ofertou,
a humanidade me concedeu,
é agora rebanho meu.

Querida Mãe haverei de reuni-lo,
nenhuma ovelha se perderá,
então a pena terá valido,
pois Teu Filho verás feliz.

A mãe volta olhar o bercinho,
lágrimas escorrem pelas faces,
a missão agora entende,
fazê-lo feliz somente.



Publicado no Recanto das Letras em 05/02/2010

2 COMENTÁRIOS:

Chica

Maravilhosa poesia,Luconi! Beijos,tudo de bom,chica

RECANTO DOS AUTORES

Luconi,quanta sensibilidade nessa linda poesia!Simplesmente divina!Bjs,

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