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22/02/2011

Cavaleiro do amor




Cavaleiro do amor,
que vestes são estas,
tão simples e surrada?

São as vestes que uso,
para aconchegar-me entre os homens,
tratar de suas feridas,
oferecer-lhes meu ombro.

Mas e as lágrimas que vejo?

É a minha dor,
pois até os humildes me escorraçaram,
dizem que não tenho onde cair morto,
que ajuda poderia eu dar-lhes.

E os favorecidos da sorte, já tentaste?

Ah meu amigo,
alguns me chamaram de louco,
outros de oportunista da dor alheia,
outros simplesmente me ignoraram.

E agora cavaleiro, que rumo segues?

Vou procurar entre ricos e pobres,
àqueles que de tanta dor,
anularam o seu materialismo,
abrindo-se para o amor.

Será que conseguirás?

Infelizmente amigo, só com real sofrimento,
a maioria dos homens conseguem
 anular o seu orgulho, egoísmo e vaidade,
tornando-se solo fértil para a semente do amor.

Assim tão belo cavaleiro segue seu rumo,
nenhuma palavra a mais disse,
as lágrimas desapareceram,
os olhos agora brilham,
de esperança e fé.



Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2009
Código do texto: T1682270


2 COMENTÁRIOS:

Maria Emilia Xavier

Muito bonito ficou seu Poema e a mensagem é muito importante para esse mundo cheio de desamor. Gostei muito.

RECANTO DOS AUTORES

Luconi,que maravilhosa poesia sempre falando do amor entre os homens!Ficou demais esse cavaleiro!Bjs,

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