• Anne Lieri

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  • Jonas Sanches

  • Franciangela

  • Nato Matos

09/07/2011

Que pena! Entenderam errado!



Um dia o espírito do amor,

veio à Terra visitar,
queria poder constatar,
do homem a evolução.

Com grande tristeza ficou,
o seu pobre coração,
ao ver que o ser humano,
tão desumano se tornou.

Como voltar ao seu reino,
causando tanta dor,
a quem ao homem se deu,
só a ingratidão restou.

Sem coragem para voltar,
esconder-se procurou,
na noite enluarada,
suas lágrimas derramou.

Então ouve uma voz,
que ecoa do infinito,
irmão meu, meu irmão,
o seu choro é em vão.

Não percebes que eu bem sei,
o que fizeram com que ensinei,
cada um dentro de seu orgulho,
a seu modo entendeu.

Outros procurando o poder,
a tal igreja inventaram,
as escrituras reescreveram,
o que não lhes servia tirando.

Pedro em terra já não estando,
o fizeram pai desta igreja,
enquanto eu o fiz,
pai de todos os cristãos.

Outros então descontentes,
com a igreja poderosa,
uma nova seita fundaram,
mas em breve se esqueceram.

Esqueceram-se da humildade,
alimentaram a radicalidade,
criaram a rivalidade.
com toga de juiz julgaram.

Outras seitas então surgiram,
no meu nome todas elas,
meus discípulos eles dividiram,
do simplório aproveitaram.

Agora colhem o que plantaram,
as boas sementes sufocaram,
para satisfação de seus egos,
seus corações enegreceram.

Só lágrimas limparão,
a negritude de seus corações,
neste dia meu irmão,
nós os ampararemos.

Enquanto isso meu irmão,
cuidaremos de amparar,
todo irmão que guardar,
o amor em seu coração.

Eles são a minha vitória,
os frutos do meu plantio,
em breve nos ajudarão,
numa nova plantação.



06-07-2011


5 COMENTÁRIOS:

Cacá - José Cláudio

Oi, Luconi. E é curioso que em nome de amor e religião a humanidade cometa tantas atrocidades. Belíssimo! Abraços e uma ótima semana. Paz e bem.

Pepi

Bonitos e verdadeiros versos,
Gostamos muito
Uma ótima e abençoada semana
Abraços
Verena e Bichinhos

Livinha

O plantio...
Quão desgastante, o que reclamamos e por vezes entre blasfemias achamos injusto, sem antes nos lembrar o que segue escondido por debaixo de um amontoado de mantos, véus do passado, que nossa memória adormecida, não se dar em conta...

Imperfeitos que somos e quanto não fomos menos ainda. Ao tempo se dando em reparo as nossa andança cladestina...
Fiquemos atentos a luz tão menina,
aos poucos desponta em clarão da vida, são as nossas mudanças que seguem acontecendo em cada ato de acerto, lasca de pedra endurecida, alma se desnuda, volatizando ao bem da vida...

O novo plantio, os brotos de flores, razão dos desvio, com que vamos acalentando os antigos/aparentes novos amores...

É o tempo, é Deus que nos acompanha, nos flexionando através de nossos sentimentos...

Lindo Luconi
esse teu dom que para mim até o presente momento, me era de todo desconhecido.

Parabéns
palavras de amor reconfortante...

Bjs

Livinha

MARLENE

AO INICIAR A LEITURA DESTE TEXTO SEM OLHAR O FINAL TIVE A SERTESA ,QUE SERIA ASSINADO POR LUCONI,
PAREÇO JA CONHECER,TODAS SUAS PALAVRAS,PARABENS MINHA QUERIDA AMEI
ESTA LINDA POESIA,E O SENTIMENTO EXISTENTE NAS ENTRE LINHAS,
DESEJO-TE UMA OTIMA SEMANA,BJS
MARLENE

Adriana

Olá Anne Lieri,

obrigada por nos apresentar a Luconi.

Palavras ditas com o coração e a mente de uma pessoa verdadeiramente do bem, humana no todo.

Excelente postagem, obrigada.

abraços

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