• Anne Lieri

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21/03/2012

Recanto entrevista André Lima Oliveira(parte 1)





RECANTO ENTREVISTA ANDRÉ LIMA OLIVEIRA
(Anne Lieri)

Primeira parte






Recanto- André, onde você nasceu? Conte um pouco de sua vida atual, familiar e profissional.

André- Olá Anne, tudo bem? Muito obrigado pela oportunidade concedida de mostrar um pouco mais sobre o meu trabalho e quem sou. Nasci na cidade de São Paulo no ano de 1971. Sempre vivi aqui e gosto muito desta metrópole sempre vibrante.




Com paixão pelo ser humano e na busca incessante por melhor qualidade de vida, para que ela seja mais digna e humanizada, dedico boa parte do meu dia a orientar pessoas para que elas saibam de verdade o que é tudo isso, que cultivem valores reais e possam sentir a diferença que causa em suas vidas a colheita dos resultados positivos decorrentes de uma mente e emocional equilibrados. No desempenho dessa tarefa, ministro palestras, participo de workshops, encontros e eventos relacionados com o assunto. Dessas vivências começou a nascer o projeto do livro, com o objetivo de alcançar e poder ajudar ao maior número de pessoas possível. O anseio estava lá, latente. Era necessário ainda descobrir como por em prática, fazer acontecer. Graças ao bom DEUS que me iluminou a mente, mostrou passo a passo o caminho para realizar este feito. Como tudo, na vida cada acontecimento tem o seu porque.  Nada acontece à toa ou por obra do acaso.  Não tenho dúvidas que tudo contribuiu para o meu amadurecimento, crescimento e fortalecimento emocional, que se fazem refletir na pessoa e no profissional que sou, com esta visão da vida, dos seus aspectos práticos e dos mistérios que a circundam.
A vida nos conhece muito bem e ela já estava encaminhando devagar o encontro de almas afins e hoje entendo perfeitamente o que isto significa e no que se traduz. Quando conheci a minha esposa, ainda não tinha pensado em escrever o livro. 

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Trazia comigo, guardado na mente todo aprendizado da área da Psicossomática (mente e emoção + sobrecarga acumulada com o tempo) adquirido na vivência junto a uma equipe multidisciplinar para o qual trabalhei. Atuava no despertar da consciência ajudando as pessoas a viver e conviver melhor. O foco do trabalho era tratar da mente e das emoções conflituosas, estresse, ansiedade, depressão, doenças psicossomáticas e promover qualidade de vida no cotidiano e no trabalho. Depois com o tempo tudo foi sendo revelado e ela, minha esposa, me ajudou bastante no período de construção do livro. Então, perceba como a vida une para que certas coisas aconteçam. Que bênção que é assim. Agradeço muito por conhecê-la e por tudo que tem feito nesta relação humana de crescimento interior que só se traduz em coisas boas, soma e constrói a cada dia.



Recanto- Como foi a sua infância? Fale um pouco dessa fase de sua vida.
André- Foi mágica, que fase bonita, cheia de vida...  Brincar é uma maravilha que deve ser explorada todo dia. Atividades lúdicas são benéficas, mesmo na fase adulta.  Eu brincava, aprontava (saudavelmente), corria, nadava, subia morro, jogava bola, taco, empinava pipa... Enfim, tinha espaço para desfrutar, explorar e  liberdade para ser criança. Na infância morei em um conjunto de casas - eram cem ao todo - e a molecada estava sempre reunida. Havia um playground e todos os dias, lá, reunia-se um grande grupo de crianças,  amigos de infância. As mentes criativas e ávidas por aventuras e diversão, já começavam a buscar o que fazer, organizar as atividades que podiam ser desenvolvidas com o que havia disponível e de forma que todos fossem incluídos.  Logicamente que os pais estavam sempre atentos e supervisionando tudo. Era uma agitação só - ao amanhecer, entardecer e anoitecer... Brincávamos e nos divertíamos muito.  Por isso, era até difícil ir para a escola - essa que é a responsabilidade maior na infância.  Apesar de gostar, mas queria estar com a turminha. Eu não via a hora de chegar em casa e ir para a rua, ou melhor, para o playground. Foi um período abençoado, que com certeza me ajudou bastante na fase adulta para driblar melhor as adversidades e incertezas do dia a dia. Que vitória passar bem e saudavelmente sem ter me destruído e nunca entrado em "roubadas" -  do tipo drogas, álcool, cigarro e muito mais - que acabam com a vida de qualquer um. Assim deveria ser para todas as crianças... Se todos soubessem o quanto é importante vivenciar bem essa fase, desfrutá-la sem querer adiantar o processo do tempo, do amadurecimento mental nem querer se tornar jovem mais cedo, não desperdiçariam suas infâncias.  Uma pena! Lógico, que na fase adulta também deve haver essa alegria de viver e sentir, mas as coisas paradas na mente, a sobrecarga das responsabilidades acumuladas ao longo do tempo, às vezes impedem que isso aconteça. Então, o sofrimento ganha espaço. Neste período deve ser explorado ao máximo a capacidade motora para dar condições de mobilidade, flexibilidade e que mais tarde refletirá em jogo de cintura frente à vida. A pessoa não fica tão rígida, tão fechada em si mesma e geralmente a auto-estima tende a ser mais elevada. Ser sociável faz com que perceba melhor o seu mundo e o do outro, e na infância já começa este processo de compartilhar, unir, dividir, perder, ganhar, querer e muito mais... Também muito importante é aprender a respeitar as diferenças e o outro.  Isto é se descobrir e crescer saudavelmente. Experimentar e descobrir, mas que seja sem se destruir...






Veja onde adquirir o livro:
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 Recanto- Poderia nos falar sobre o seu livro “Olhos vivos, olhos para a vida”? Quando começou a escrever e qual a inspiração para seu livro?

André- Nossa, adoro falar do meu livro, é a minha vida... Como já disse, ele nasceu da minha vivência profissional. Sentia uma grande necessidade de colocar para fora o que sabia e poder ajudar as pessoas com o conhecimento adquirido ao longo dos anos na área da Psicossomática. Via as pessoas sofrendo na minha frente, sem entenderem os porquês e não podia ajudá-las, pois barreiras impediam-nas de se abrirem para escutar o que tinha para lhes dizer. Então me calava e guardava o ensinamento comigo, mas dentro de mim algo incomodava e não sabia o que era. Mesmo que fosse algo de bom, sufocava. É o efeito da somatização e ninguém escapa dessa lei universal. Veja que pelo ruim ou pelo bom, eu com todo o conhecimento adquirido também sentia na própria pele. Não era fácil - especialmente para as pessoas que tinham mais idade do que eu e achavam que conheciam mais pelo próprio tempo de existência. Como popularmente dito:  com a idade aprende-se a viver. Então, acredita-se que com o passar dos anos a pessoa seja o exemplo certo para seguir, encaminhar e direcionar, e nem sempre é assim, pois depois que passa a conhecer os mistérios da mente pensa diferente, vê diferente e sente diferente. Aí começa a intrigar em vários aspectos. Mas, sei e entendo a dificuldade das pessoas, pois trabalhei e trabalho com isto. Em geral, não têm a mínima noção do que é o mental e o emocional, são desconhecidas de si mesmas e fica difícil a compreensão. Assim, nasceu o livro para chamar a atenção das pessoas e graças a DEUS já está chamando e fazendo toda a diferença para o amanhã... Foi por essa necessidade que dei o pontapé inicial e comecei a colocar para fora o que conhecia. Pouco a pouco ganhou estrutura e forma. Vi que realmente poderia sair um livro sobre o assunto, e saiu. Quanto mais escrevia, mais aliviava o que sentia. Cheguei a me dedicar e realizar em alguns dias 14 horas na construção do texto... Era uma força incontrolável, inexplicável para fazer aquilo acontecer. Não me cansava, já que trabalhava em algo que poderia servir para ajudar toda a humanidade. Responsabilidade enorme! Tinha como companhia inseparável uma bela música sobre anjos e sua proteção. Ganhara o CD de uma pessoa de quem nunca soube sequer o nome e que tocava sempre ao longo dessa construção. Hoje entendo o que houve: foi interferência divina para a realização dessa Obra Maior. Tenho plena consciência de que mesmo com todo o meu conhecimento adquirido nos anos de trabalho, sem dúvida alguma tem as mãos de DEUS na consecução dessa obra. Falo que este livro, antes de ser de minha autoria, é primeiramente de DEUS. Que bênção... Então, as pessoas deveriam se dar o direito de conhecer e ver o que acontece de bom em suas vidas. Quanto mais vivenciarem o que o livro ensina, mais terão uma vida viva, plena e digna em todos os sentidos. Ele leva para os caminhos da verdadeira paz de espírito. Como gosto de evidenciar, apesar  de sempre remeter a Deus enquanto discorro a respeito e no próprio livro, o mesmo não está vinculado a nenhuma religião. Exatamente por essa independência, pode servir a todos, indistintamente. Entendo ser tarefa de cada um estabelecer a própria relação com Deus, posto que é algo muito pessoal e particular.



Recanto- O sub título do seu livro é : “o caminho da transformação”. Qual a finalidade dele? Tem receitas de felicidade?

André- É muito interessante quando nos atentamos a cada detalhe da vida. Ela sempre nos dá vários avisos, sinais - manda mensagem de alguma forma. Comunica-se conosco a todo o instante. Mas,  para percebermos isso, temos que diminuir um pouco o ritmo da correria do dia a dia, os excessos de atribulações, preocupações, tensões, medos do presente, do futuro e do que for, pois tudo isso sufoca, dispersa a mente, aflige, angustia e faz parecer que nada nos foi mostrado. Vivemos presos às inquietações e continuamos a sofrer sem entender o que Ela, a vida, quer nos ensinar a todo o instante para sermos pessoas mais dignas, humanas e realmente espiritualizadas de verdade. Então, veja que o sub-título é mais uma chamada para começar a despertar, transformar e tentar fazer o caminho de volta para a harmonia. Não podemos mais continuar desse jeito: desenfreados, enlouquecidos, sem medidas, sem controle, sem equilíbrio... Estamos acabando com tudo - até conosco mesmos, destruindo-nos pouco a pouco e parece que está tudo certo. Tentamos encontrar fora o que ainda não foi encontrado dentro de nós. Damos muito valor ao material e a matéria como sendo o nosso bem maior e patrimônio. Contudo, esquecemos que é questão de tempo e nada disso seguirá em nossa jornada espiritual evolutiva. Gastamos boa parte do tempo "maquinando" em nossa mente como ganhar mais e ter mais. Porém, não investimos  em entender como sermos melhores conosco mesmos a cada dia na plenitude e no equilíbrio, no bem estar que vem da alma. Tentamos a qualquer custo preencher o vazio que corrói o interior de qualquer jeito, não medimos, não questionamos e seguimos cegos, confiantes de que a matéria trará de volta o bem que tanto nos falta. Por isso que a chamada no livro é forte e remete ao caminho da transformação. A cada passo a caminho do entendimento, mais a mente abre-se. Quanto mais colocamos em prática, mais sentimos a diferença e a força do interior. Essa é a real transformação, que posso denominar como o caminho para a purificação do espírito. Libertar do peso da matéria no dia a dia e começar a sentir o próprio valor, independentemente do que se tem e da posição social ocupada. É o verdadeiro valor que vem da Essência de Ser e não só do ter. É desprender do material como única opção para tentar ficar bem. Somos infinitamente mais complexos do que imaginamos e únicos.  Por isso, não há receita universal. Gostaria  que existisse... Com certeza, seria muito mais fácil viver e conviver. Veja que a receita é o alívio imediato e nunca a solução do problema. Pode ser a ilusão que cega e impulsiona a acreditar que aquilo fará bem. Na verdade faz, só que não dura. Depois  some e volta a inquietação novamente, repetidamente. Mas nunca tratará da Causa que Causa um Efeito. Não tem como... Agora, quanto mais se conhece a si mesmo, mais está no caminho da felicidade. Isso é o que procuro mostrar a cada pessoa que se envolve com o livro. Quanto mais lê, mais consegue se entender e conhecer.  Desvencilha-se do que paralisa e aliena em relação a si mesmo, a vida e ao outro. Passa a se respeitar e amar mais e mais a cada dia, expandindo ao redor.





Recanto- André, gostaria que falasse de alguns temas como você os aborda em seu livro:




Depressão- Um mal silencioso que atinge milhares de pessoas, em todas as idades. Todo ser humano, em alguma fase da vida experimentou ou experimentará a dor da depressão. É a queda da energia, do entusiasmo, da alegria pela vida e por viver. É o sentimento de auto-desvalorização, a baixa auto-estima, a prostração, a tristeza, a apatia, a melancolia, o desgosto pela vida... Mas, também pode acontecer no outro pólo:  pela impulsividade, compulsão, sem medidas, sem controle, abusos, inquietação, um sorriso falso estampado no semblante, a ilusão de achar que pode fazer tudo e mais um pouco ao mesmo tempo. É o descontrole de si, o mau funcionamento da mente, a falta de equilíbrio. Lógico que no extremo em que acontecem mil coisas, é mais difícil perceber e identificar a depressão. Ainda mais quando se está em uma posição de sucesso, admirada pela sociedade. A depressão nunca deveria ser temida e mal vista e sim, encarada com coragem, aceitação e muito amor. A partir desse reconhecimento a pessoa pode voltar a abrir-se para a vida em busca dos porquês e das causas que a levaram a tal estado. Pouco a pouco começa a libertar-se desse mal silencioso e invisível, que acarreta inúmeras conseqüências negativas e destrutivas. Diminui a resistência, desarma-se, e com certeza já é o caminho de volta para ficar bem, ou pelo menos, melhor. Acredito que seja o que todos querem na vida: viver bem. É o medo do julgamento, da discriminação e o pior de todos, da rejeição, que fazem com que as pessoas se fechem dentro delas mesmas e não consigam mais achar a saída de volta. Ninguém quer ser abandonado nem olhado com indiferença. Então, faz de tudo para mostrar que está bem. Mas, a vida não deixa nada escondido, é só uma questão de tempo. Se  não funcionou direito, vai ter que acertar mais cedo ou mais tarde. Por isso que há tanta dor em todos os meios sociais e tanta destruição em todos os sentidos, mesmo que a humanidade siga acelerada no progresso científico e tecnológico. As diversas situações diárias estão aí para nos mostrar e chocar. É a falência da família, das relações, das parcerias, e muito mais... É o lado destrutivo do ser humano evidente que acaba com tudo sem ter tido a noção que destruiu e o que destruiu. Em sua vaidade moral de ser bom, acredita que tem a mente boa e uma coisa não tem nada a ver com a outra. Uma pessoa boa e de bom coração pode ter a mente ruim e aí começa o mistério que intriga a raça humana. A depressão em curtas palavras é o mau funcionamento da mente que não trabalha equilibrada. Falo que a depressão é a dor da alma. Para essa dor não existe remédio que cure a não ser o entendimento, o crescimento, fortalecimento emocional, o desprendimento, a vivência e, o mais forte e poderoso de todos, conseguir atingir a Essência de Ser e sem medo de ser e fazer por si mesmo. É a força do interior, ou melhor, a força do espírito. E nunca, por mais que os anos passem, nenhuma droga vai evoluir tanto a ponto de fazer essa mudança e transformação particular e íntima, exclusiva de cada ser humano. É a única forma para o espírito evoluir - não existe outro meio ou caminho. Então, veja que o medo da depressão, pode impedir a libertação de uma prisão de anos e dos desvios.  Apesar de ser algo que desafia e faz sofrer, é talvez um aviso, um chamado, uma mensagem da vida para o novo despertar e, principalmente, para resgatar a Essência de Ser por meio do trabalho de construção da força e fibra interiores.


Inveja- Este também é um sentimento complexo e abrangente, que atinge todo ser humano independente da idade, condição, classe social ou de quem é. Como cito no livro, olhamos muito para fora e não conseguimos olhar para dentro de nós - como estamos e o que sentimos. Passamos uma vida inteira ausentes de nós mesmos. Somos eternos desconhecidos, mas conhecemos muito bem os outros e o meio em que estamos inseridos. Encantados, iludidos, deslumbrados nos perdemos e nem nos damos conta disso. E, ausentes, assim seguimos a jornada terrestre. Não conhecemos o nosso universo interior e levamos uma vida toda no abandono de nós mesmos. Por isso que a inveja é uma força incontrolável para muitos, algo indomável e que não gostariam de sentir. Sensação ruim, experimentada na "própria pele" quando não conhece bem a si mesmo. Tantas pessoas não se aquietam, querem ter tudo que é do outro e nunca estão satisfeitas consigo mesmas, nem tranquilas ou em paz. A vontade de ter algo que é do outro é o que impulsiona e move para buscar as coisas. Lógico que tem um lado positivo em querer ter e estar melhor, perceber que pode crescer materialmente, etc. Mas, tem que medir como está tudo lá dentro. O sentimento às vezes está uma tremenda bagunça, sofrido, um grande caos... Muitas vezes invejamos alguém próximo e que tanto dizemos amar. Gostaríamos de ser igual aquela pessoa em algum aspecto. Se for para o bem, do tipo uma pessoa íntegra, honesta, ética e moral, aí sim, pode ser um bom caminho para espelhar e trabalhar a favor, para crescer emocionalmente. Mas, às vezes olhamos a alegria do outro, o sucesso material e nos incomodamos. Até nos afastamos por não aguentarmos a cobrança do que percebemos que o outro tem e que nos falta.  A felicidade, o bem estar também tendem a incomodar muito quando o observador carente, não encontra-se de bem consigo mesmo. A dificuldade de ficar perto e a inquietação ganham espaço. Perceba que a tristeza ou até a depressão não incomoda tanto como a alegria de verdade, alguém alto astral, de bem com a vida. E assim dá para imaginar a dimensão pela parte do material, do corpo, do status e da parte financeira, dá para se medir o quanto se desgasta, aborrece, cria indignação, ressente e revolta. Isso é um pouco da inveja.



Autoestima- Pode ser classificada como baixa ou elevada. O quanto aquela pessoa vibra dentro dela. Diretamente atrelada ao sentimento, as sensações que desperta em si mesma e o que emana para o meio externo de bom ou ruim. Diretamente ligada a autoimagem, como se vê e se julga, como lida com a aceitação das coisas que passa no dia a dia, o quanto há de amor puro e verdadeiro, o que desperta em si mesma, o respeito próprio, a admiração de ser quem é, e o quanto se é livre emocionalmente ou detento, dependente, escravo de si mesma. A mente pode tanto fluir - ser leve, flexível, bem gostosa - como também pode ser pesada, sofrida, endurecida, resistente, adoecida e até doentia. Como todo ser humano faz sempre o seu melhor, acredita que está vibrando o melhor dentro de si. É muito complicado para a pessoa que segue sua trajetória esta percepção do bem ou não, apesar de sentir na própria pele que está bem ou não. A autoestima elevada está diretamente ligada ao bom funcionamento da mente frente aos acontecimentos do cotidiano. Já a baixa estima é o sofrimento mental, muitas vezes de situações imperceptíveis, ou até se tem consciência de alguma parte, e mal resolvidas dentro da pessoa que arrasta por anos e que não as coloca em ordem. A estima verdadeira é aquela que vem de dentro, do universo interior, pela construção de uma estrutura mais sólida, de crescimento e fortalecimento emocional. Já a que vem da parte externa nunca será real, mas sim, uma situação temporária, passageira. Haverá sempre picos de felicidade, alegria, entusiasmo, excitação, e intercalados com tristeza, apatia, melancolia, angústia, desespero, aflição, inquietação quando algo não acontece conforme o idealizado e esperado, pois não desenvolveu a fibra interior para lidar e passar sem tanto agredir ou se abalar. Em qualquer situação de perda, mesmo que ainda não tenha acontecido, seja do que for, há uma inversão rápida para a baixa estima, volta àquele estado do que se era. Logo se desequilibra, afeta negativamente e contamina tudo ao redor. Agora, se realmente for confirmado à perda imaginada, aí complica o quadro que pode levar até a uma grave depressão. O ser humano ainda muito materialista e pouco espiritualista sofre muito com estas interferências e sempre acredita estar lhe faltando algo. Por isso a busca incessante, muitas vezes desmedida e sem controle algum. Ainda não se encontrou, não se aquietou, e não sente a força da Essência, mas sim, a do material e da matéria. Então, as dores e o sofrimento mental continuarão até o dia que aprender a fazer acontecer por si mesmo sem desencadear no corpo físico e no meio que vive toda a insatisfação acumulada. É como sentir o prazer de viver e o gosto de ser você mesmo com muito amor.


Fim da primeira parte.

Amanhã postarei a segunda parte dessa entrevista.

Não perca!

7 COMENTÁRIOS:

SONINHA

Gostei muito da entrevista!!!
Vamos aguardar a segunda parte então!
Beijos!

✿ chica

Bela entrevista e André falou e nos contou bastante, deu boa idéia do seu trabalho e vida! abração, sucesso! chica

Edilene

Muito bom. Aguardando a segunda parte. Beijos

Flavio Ribeiro

Ola Anne,
Pude conhecer um pouco mais o trabalho do André e fico no aguardo da segunda parte.

Abraços, Flávio.
--> Blog Telinha Critica <--

mundo da lua
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mundo da lua
Este comentário foi removido pelo autor.
mundo da lua

Ótima entrevista adorei conhecer o Andre e sua missão para ajudar os outros a se sentirem bem com a vida.

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