• Anne Lieri

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18/08/2013

Do escritor...

DO ESCRITOR...

(Celia Rangel)






Vivendo-se a terceira década dos “entas”... Trágico é o momento... Prova de vida em banco é sinal de atrevimento à morte nas famosas saidinhas do mesmo. A certa altura da vida é provar o pouco do que ainda se é capaz de fazer: andar, só apoiada; trepar escadas e outros nem pensar; voar só em pensamento pois, os labirintos entram em curto-circuito;  flutuar na piscina ou no mar é afogamento na certa... excesso de peso e juntas travadas. Agilidade já era, meu caro! Ainda há quem se arvore em botox e lipos da vida para rejuvenescimento! Eta caveira ambulante. Perde-se a identidade de uva passa... Isso tudo sem falar na manivela mental que necessário se faz para tentar manter um diálogo... é um tal de: ahn... ahn... ahn... para ganhar-se tempo agitando o tico e o teco na lembrança de nomes e de fatos!

Amores? Em fuga definitiva. Ainda se houver herança a ser dilapidada pode ser que... caso contrário impera a solidão.

Uns entulham-se perturbando filhos (as), noras, genros, netos (as)... Outros declaram independência ainda que  aos trancos e barrancos vivem a fase da envelhescência conscientes de que o melhor já era, mas que ainda podem (e devem) fazer contornos suaves da vida.

Então, finge-se. Tá tudo bem... Sorrisos amarelos e paga-se para viver: da internet, aos livros, à boa música; aos filmes e teatros tecem-se maravilhosas telas de uma preciosidade ímpar. Atropela-se a poesia da vida, e poemas diversos surgem na imortalidade de quem um dia deixará sua riqueza maior – o brincar com as palavras – meigas e fiéis companheiras de todas as horas. Que nada cobram, e tudo oferecem: lembranças, saudades, afetos, paisagens de anos vividos.

Esse (a) é o (a) escritor (a). Personagem estranho que desempenha mil papéis e nem sempre encanta, se encanta, convence ou é convencido. Mas de uma coisa tenha certeza, seu maior vício é extravasar memória apontando romantismo ou realidade, deixará de alguma forma sua marca registrada.



Visite a autora clicando em seu nome:





11 COMENTÁRIOS:

✿ chica

Maravilhoso ! Célia falou com o coração! Adorei! beijos às duas,chica

Ana Bailune

Excelente texto de Célia Rangel! Anne, retirei meu livro do espaço anterior e coloquei no Amazon. Ah, se arrependimento matasse!

Daniel Costa

Anne

A Célia Rangel imaginou e escreveu u texto bem interessante e atual. Já muito deste tempo, a peça vale mesmo.
Beijos

Mira

Tudo isso é lugar comum, infelizmente
a juventude voa, num ápice chegamos
a essas situações, beijo

Dorli

Ai!
Eu já saí do enta e estou no ose.
O tempo me roubou quase tudo, menos a minha memória.
Curto a cama, levanto tarde, vou a hidro. Os médicos conheço todos.kkk
Vou vivendo...
Ainda bem que soube viver com intensidade todas as belas fases da vida.
Parabéns para as duas.
Adorei os escritos
Beijos
Lua Singular

Orvalho do Céu

Olá, querida Anne
Assim é mesmo a nossa idade atual... descreveu com riquezas de detalhes...
Afugentar a dolorida solidão com palavras é usar bem a inteligência...
Bjm de paz e bem

Célia Rangel

Oi, Anne! Que delícia de homenagem! Fico muito, mas muito agradecida mesmo! Adorei!
Bjs ternos, Célia.

Ivone

Linda Anne, bela homenagem com esse maravilhoso poema escrito pela poetisa Célia, lindo demais, ela merece e você sabe reconhecer o que tem valor!
Parabéns a você e a Célia!

Sonhadora (RosaMaria)

Minha querida

Um belo e verdadeiro texto de uma grande escritora que em cada palavra deixa o coração.
Adorei.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Carla Ceres

Sou fã da Célia. Muito bom encontrá-la aqui, também. Beijos a todos!

Luconi Marcia Maria

Adoro o que a Célia escreve, ela é ímpar, beijos Luconi

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