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15/03/2014

Recanto entrevista Danka Maia







Recanto Entrevista Danka Maia

(Anne Lieri)


Seu nome é Daniele Maia, escritora, professora de Matemática, nascida no Rio de Janeiro, pessoa sensivel  e intensa por natureza!

Vamos chamá-la pelo seu apelido: Danka.




Danka, onde vc nasceu e onde mora hoje?


Saquarema

Nasci em Cabo Frio, no dia 28 de julho de 1980, mas hoje vivo em Saquarema, praticamente a vida inteira, raras vezes que saí desta Cidade que intitulo carinhosamente como meu Paraíso Particular amo Saquarema.

criança



Conte um pouquinho de sua infância para nossos leitores.

continue lendo...


Bora lá!(risos). Eu tive o privilégio de ter sido uma criança muito, muito feliz. Venho de uma família muito simples, pai mecânico e mãe do lar, pessoas que foram muito iluminadas por Deus e souberam dentro da sua simplicidade dar-me as ferramentas corretas para me tornar tanto a Escritora como a pessoa que sou. Como fui filha única até os sete anos de idade, convivi muito com minha mãe, que percebeu que podia ir além, soube cobrar e exigir de mim o melhor, aquelas intuições de mãe que só quem é para explicar. Minha mãe foi a primeira a notar que eu poderia ir além e me deu ferramentas para isto. Com pai, aproveitava o máximo quando estava em casa, ele sempre foi um homem muito trabalhador, e as poucas vezes que encontrava-se em casa era muito agarrada a ele.

Alice


Clara

E hoje? Como é sua família? É casada? Tem filhos?


Mãe de Danka, d. Graça e Alice.


Estou solteira, por favor, os interessados mandem fotos e biografia para o mail... Espere ai! É brincadeira! (risos). Sim, estou solteira. Moro com minha mãe e não tive filhos naturais, eles vieram de modo diferenciado. Primeiro, vestidos como alunos, meus primeiros filhos postiços. Amo meus alunos, fico muito feliz e orgulhosa quando depois de formados eles ainda voltam para me visitar em minha casa, contar sobre suas vidas, dividir segredos, ouvir broncas, conselhos, coisas de mãe e filho. A segunda forma chamam-se: Clara e Alice. Minhas sobrinhas que convivem e moram comigo desde sempre. Clara é o próprio nome: Minha luz! Alice: Meu pequeno porto seguro. Sou muito abençoada em tê-los em minha vida. Nessa escala ainda encontram-se dois pinches perturbados: Netinho Belfort e Ciana, minha rotiwailer Mel e uma vira-lata maravilhosa já anciã chamada Fada.

Clara e a Fada.


Escrever é uma paixão ou é mais? Conte sobre como começou a escrever, com que idade.


Escrever é a minha vida. Eu não sou nada se não escrever. Escrevo se estou alegre, triste, deprimida, empolgada, com ou sem motivo. E o que move, é a minha seiva.
Eu comecei escrever antes de saber escrever literalmente falando. Explico. Quem despertou isto em mim foi meu pai. Como falei antes, ele trabalhava muito só aos domingos o via quando podia. Meu pai tinha dois hábitos quando em casa: Um ficar comigo o outro era deitar no sofá da sala e ler. Passava horas lendo. Não compreendia como poderia haver algo que o dividisse comigo. E ele foi me apresentando aquele mundo. Comecei pelos gibis. Tínhamos um trato, ele me dava os gibis que não queria mais. E houve um dia que desejei um que ainda não podia ser meu, papai me emprestou e quando pegou novamente me deu o melhor conselho do mundo: _Grave as figuras e monte suas próprias histórias, assim quando alguém perguntar, poderá contar a sua historinha. – E foi o que fiz. Podia me perguntar quantas vezes fosse qualquer gibi ou livro de figura que contava a história criada para cada um deles, e nunca mais parei. Acredito inclusive que esse método acabou influenciando o modo como escrevo até hoje. Primeiro montando toda trama em uma linha do tempo e só então sento escrevo. Pode me indagar a primeira e a última frase de uma obra que esteja concebendo e sei dizer porque já foi escrito previamente em minha mente, acho que fui condicionada.



Vc tem o blog “Intensidade”. Por que esse nome? Como começou a blogar? Deixe o link para as visitas.

O blog é o Danka Machine, intensidade é a palavra que uso para me definir, costumo usar a citação: “Sou intensa por natureza.”, e sou mesmo!
Sou do tipo que se ama, ama muito. Se odeia, odeia muito. Se me entrego, me entrego por completo. Não sou nada diplomática, não sei ser. Sou oito ou oitenta. Sim ou não. Ficar em cima do muro não faz a minha linha.
Comecei a blogar porque no meu entender um escritor precisa ir além das quatro linhas de seus livros. O blog me permitiu mostrar isso, um pouco de mim, meus pensamentos, minha forma de ver o mundo, trazer meu lado poético, cronista e muito mais. Além de poder dar início um velho projeto que foi o Beco das Ideias. Onde Agregamos escritores como administradores e ali podem divulgar seus trabalhos com liberdade e respeito além da Livraria Virtual Beco das Ideias, que tem ido de vento em polpa. O que devo também a amiga Jana Bragança que muito me ajudou como parceira.

Meus Links:

Blog: Intensidade

Fan Page: Autora Danka Maia

Twitter: Danka Maia


Facebook: Danka Maia

Mail para contato: dankamaia@yahoo.com.br





Vc tem onze livros publicados? Fiquei impressionada quando soube! Vc tem um gênero literário específico? Sobre que assuntos gosta de escrever? Em que se inspira?

Vamos a cada pergunta. Eu tenho onze livros publicados são eles:

Casa dos Destinos-Editora Multifoco

A Outra Face De Nora Deiel-Clube de Autores e Bubok Da Espanha

A Piranha Tem Nome- Clube de Autores

Blanka- “O Destino A Marcou Pelo Sangue”- Clube de Autores de Bubok da Espanha

Cruéis – “Tudo Que Precisam É De Uma Oportunidade”-Clube de Autores e Bubok da Espanha

E Ela Foi Cinderela- Clube de Autores

A Menina Que Não Tinha Saudade- Clube de Autores e Bubok da Espanha

Supera Raclana!- Clube de Autores.

Das Crônicas aos Contos- Clube de Autores

Elos Do Pudor-Clube de Autores

Hangra Reis “Muitas Vieram Para Ficar. Ela Veio Para Fazer História.”- Clube de Autores

Eu não tenho um gênero literário preferido ou especifico, vou do romance ao terror, do humor ao suspense. Eu tento fazer de mim minha primeira peneira, escrevo histórias das quais acredito. O gênero que vão desembocar é outra história.
Eu tenho um problema sério com a palavra inspiração. (risos). Não creio nela em relação a minha pessoa. Fica como aquele ditado:” Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem.” Sei que existe, sei que alguns colegas se sentem movidos pela mesma, no entanto eu não sinto. Eu escrevo, como citei antes, se estiver frio ou quente, triste ou alegre, eu escrevo. Não há um sentimento ou algo que me move para escrever entende? Ah, eu sou louca mesmo gente! (risos).


Qual foi seu primeiro livro? Fale um pouco sobre ele.

Meu primeiro livro foi a Casa Dos Destinos. Meu primeiro filho, fazendo um aninho agora em maio de lançado pela editora Multifoco. É um livro de suspense, com boas pitadas de romance, humor. Tem uma trama abordada que não posso revelar se não já contei o livro todo. (risos), mas é a história de três jovens, Marieva, Adrian e Jocasta que vão parar misteriosamente numa hospital psiquiátrico e eles não sabem porque estão lá, fatos lhes advem, mistério em cima de mistério, e eles se unificam para tentar desvendar de fato o que é a Casa Dos Destinos. Posso lhes afirmar, uma história belíssima, entretenimento literário garantido. Agora uma peculiaridade dos bastidores do livro: Eu programei antes de escrever que o fim da trama terminaria no feriado municipal de Saquarema 08 de setembro. Quando consegui um agente ainda estava na metade, ela me deu até o dia cinco de setembro para lhe entregar, não consegui mesmo virando noites, então estendeu o prazo até o dia 10 de setembro. E pasmem amigos, no dia 08 de setembro as 23h08min hs eu terminava o último capitulo como havia dito na obra e na vida. Coincidência? No livro cito um dito judaico: “Coincidência é uma palavra que Deus inventou para não ter que se justificar o tempo todo.”




Qual é sua obra mais recente? Conte um pouco a história.

Meu livro mais recente é HANGRA REIS. Sempre tive vontade de criar um personagem que fosse a frente de seu tempo na época do Brasil pós-escravidão. E assim fiz. Uma menina, filha de escravos já alforriados consegue sobreviver a um parto extremamente difícil que acarreta na morte de sua mãe, Antônia. Os donos da Fazenda Progresso, o Barão Heleno de Bourbon, primo em segundo grau da família da corte francesa, agraciado em bens e sua esposa a Baronesa Belina, que jamais conseguiram ter filhos, haja vista que os que nasceram foram natimortos. Sempre conhecidos por ser tão solícitos aos seus criados, porque foi um dos pioneiros a reconhecer o trabalho e pagar em moeda corrente pelos préstimos daquele povo africano. Decidiram para o assombro de toda comunidade Carioca da época adotar como filha menina que nascera naquele dia, chama-la de Hangra Reis do Brasil sobrenome que os pais adotaram quando aqui chegaram da África. Hangra Reis fora uma homenagem que a Baronesa desejou fazer ao vilarejo Angra dos Reis - Estado do Rio de Janeiro, que tanto amava e que para si o local que mais dignificava o solo sagrado brasileiro. Hangra recebeu a melhor educação que o poder aquisitivo da época comportava, no entanto, muitas vezes esbarrou no mesmo contexto:
O preconceito racial e social.




Qual a grande alegria e a grande dificuldade em ser escritora?

A Grande alegria maior é quando alguém me fala: _Seu livro me fez pensar. – Nossa! Para mim é o céu. Porque é o meu maior intento, criar tramas que tenham amor, humor, suspense, no entanto, recheá-los com verdades às vezes esquecidas. Me sinto plena quando escuto isso dos meus leitores, aos quais deixo beijocas, que sempre são tão calorosos comigo.
A maior dificuldade é enfrentar o “Não” todo santo dia. Já pensei muito em parar, muitas vezes, não tenho problema em assumir isso, porque a dor é única e cada um sabe aonde é o seu calcanhar de Aquiles. Entendo que o segredo é “morrer” e “renascer” das cinzas como a Fênix mesmo. Creio que o seu amor à arte precisa ser maior que a vontade de parar, e quem tem na essência ininterruptamente será infinitamente maior.




Deixe os links de onde podemos adquirir seus livros.
Deixo aqui onde podem encontrar meus filhos.

NO MEU BLOG, HÁ O PRIMEIRO CAPÍTULO DE CADA LIVRO: 








Musica preferida.


Que Dilema! São tantas... Sou muito eclética. Vou ressaltar uma que é especial para mim que recebi anos atrás como presente de aniversário: Dona-Roupa Nova.



Cor preferida.


Amo Azul.



Animal preferido.

Amo animais! Mas os cães ainda me mantem cativa a esse amor incondicional.



Ciana


Netinho Belford


Mel

Lugar preferido.

Minha imaginação.


Flor preferida.

Louca por tulipas!


Uma frase para nossos leitores.

A que uso para mim: “Na vida, quem não serve para servir, não serve para viver.”


Muito obrigada pela gentileza de sua entrevista.

Eu adorei conhecer você que logo me conquistou com sua simplicidade e simpatia.

Seu bom humor deixou a entrevista bem mais divertida, adorei!

Muito sucesso e coisas boas na sua vida, Danka!


O minha amada Anne, eu quem agradeço pelo convite, por abrir as páginas do seu blog para essa conversa gostosa demais. Eu adorei! Peço que seu caminho seja abençoado, repleto de luz, paz e aos amigos leitores, bom demais conhecê-los e estender os laços.
Foi um grande prazer!


Beijocas Mil!


As imagens desta entrevista são do Google e do acêrvo pessoal da autora.

8 COMENTÁRIOS:

✿ chica

Que legal esse Recanto que nos permite ficar amigos de escritores assim como a Danka, cheios de obras, mas simples, bem humorados e legais! Adorei a entrevista e morar em Saquarema deve ser inspirador! beijos às duas,chica

Dulce Morais

Que lindo! A amiga Danka neste cantinho!
Adorei descobri-la sobre um ângulo diferente!

Parabéns Anne e parabéns Danka!

Danka Maia

Muito,muito fiquei eu! Obrigada Anne Lieri por calorosa recepção e uma conversa para lá de boa! Beijocas literárias em todos!
Danka Maia

Thieres Duarte

Que lindo, gostei, quero ser entrevistado (risos) mas é sério! Beijos galera, e sigo acompanhando o blog que está cada vez melhor.

Beatriz Bragança

Querida Anne
Foi um prazer conhecer a Danka.
Obrigada.
Muitas felicidades para ela e muito sucesso nas suas publicações.
Beijinho
Beatriz

Daniel Costa

Anne, mais uma entrevista que adorei. Lê-se e gosta-se aguerrida DANKA MAIA, como escritora. Saiu-te bom trabalho. Nestas coisas, por vezes os entrevistados, também podem influir. A tua entrevistada influiu positivamente.
Adorei ler o bom depoimento, que bem conduziste.
Parabéns a ambas!

Elvira Carvalho

Foi muito interessante conhecer a Danka. 1980 foi ano de boa safra. Conheço vários jovens desse ano e todos eles têm uma segurança, uma inteligência, e uma empatia extraordinária.
Obrigada Anne por nos trazer estes autores que talvez nunca conheceríamos, não fora este recanto.
Um abraço e uma boa semana

Patrícia Pinna

Boa noite, Anne. Eu fiquei impressionada com a simplicidade da Danka, que eu conhecia pouco dos grupos.
Adorei conhecer bem mais da vida dela e concordo plenamente que temos que escrever seja qual for o nosso estado de espírito, também sou assim.
Isso é rico demais.
Ela me deixou emocionada quando falou dos filhos, que não são naturais, mas isso é um detalhe que não importa, pois senti um amor tão grande, que foi como se ela os tivesse gerado.
Uma das entrevistas mais marcantes e que prenderam de fato, a minha atenção.
Tudo de bom para as duas.
Beijos na alma!

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