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10/09/2014

Por entre o sagrado e o profano


POR ENTRE O SAGRADO E O PROFANO

(Paulo Tamburro)





Por entre o sagrado e o profano velejam corações ora indecisos, ora convincentes, levando leves ou pesados fardos e cargas de amor ou de nenhum amor, pelos mares das fantasias afora, querem edificar as suas vidas, colocar cores nos cinzas enfadonhos do dia- a- dia, buscarem emoções, extrapolarem sentimentos prova inequívoca de que, afinal ainda estão vivos!


Por entre o profano sopram os ventos dos gozos em delírios desconcertantes e o trincar de dentes incontidos, mordidas de lábios em sofreguidão de desejos movidos pela avidez e impaciências querendo numa tarefa inglória segurar o que vai explodir em chafariz de regalos saídos da intimidade da carne.


Prazer!


Por entre o sagrado navega a embarcação rumo àqueles olhos quase divinais de uma mulher que será tudo, quer ser tudo, impondo-se sacrifícios, aceitando desafios, lutando e relutando contra as hostes inimigas dos piores momentos, enverga, mas não quebra,acredita no amor.


Que bom acreditar!


Por entre o profano agarram-se as nuas naus que desejam atracar sem pensar nas consequências e querendo somente que ancoras afundem naquele corpo arenoso de paixões incontroláveis, objetos de todos os desejos, de todas as luxurias, o quanto mais possa ser inclusive, de loucuras as mais benditas, loucuras de corpos como tantos outros  ou dedicados a um só corpo.


Opção de vida. Estratégia afetiva, querer tudo, todas...


Por entre o sagrado continua a velejar a nau da vida e agora correndo o risco de ver um corpo antes só de mulher transmutar em dois, com mais um dentro.


Não se multiplicam só os pães.


Por entre o profano a viagem continua interminável e certa irresponsabilidade consentida vive na cabeça das pessoas em só usufruir, acumular, consumir e ter que pagar um preço alto, mas isso não importa para quem pensa baixo.


Por entre o sagrado todos se  apegam a um ser superior, ponte de salvação, pedem,vivem pedindo, poucos dão, muito pouco ou nada reservam para terceiros, egoísmos superiores, nem parecem viver com os outros.


Isso é desamor.


Por entre o profano continuam as guerras, matanças, vinganças, falta sensibilidade e a razão escoou pelo ralo dos interesses, jogam bombas, jogam tudo que mata a esperança de vida da criança que não será adulta.

Caminhamos assim entre o profano e o sagrado e quem sabe um dia o amor seja a única arma,o método mágico que agregue, una, some, sem haver necessidade de depois dos pecados, sejamos obrigados a rezar e só para reparar culpas.

Isto porque quem ama vive em contato direto com a paz da sua consciência, independente de velejar seja por entre o sagrado ou o profano.



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5 COMENTÁRIOS:

✿ chica

É preciso saber velejar entre os dois:sagrado e profano...Mantendo-nos sempre na boa onda... abração aos dois,chica

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever

Temos que saber segurar a vela para que não fique de um lado só.

bjs amiga Anne e parabéns ao amigo Paulo Tamburro.
Carmen Lúcia.

Célia Rangel

Que autor!! Que blog!! Que ideias!! Valeu e muito conhecê-lo e segui-lo...
Bjs.

LUCONI MARCIA MARIA

Já estou indo conhecê-lo que texto incrível, bem real, parabéns Anne por tê-lo trazido, bjos Luconi

PAULO TAMBURRO.

À todos,

meus mais emocionados agradecimentos pelas palavras elogiosas, o carinho e a atenção,dispensada ao meu texto.

A blogosfera é muito intrigante e complexa mesmo,pois,como é possível nos emocionarmos tantos com as atenções às quais somos o alvo!

E todos querem saber? Existem pessoas para quais os elogios não são
importantes, mas confesso ,para mim é o ar que respiro!

Um abração carioca e fiquem com Deus!

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