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05/09/2014

Entre a bondade e a maldade

Entre a bondade e a maldade

(Patricia Pinna)





Na bondade do meu coração mora a minha aceitação
Na maldade da minha alma a minha perdição habita
Permitida invasão numa negritude causando colisão
Sabedor princípio de uma escolha malquista



Nos vales o espírito passeia perdido
Entre sombras esquisitas, um pesadelo
E o elo do mal pode ser rompido
Por meio da sabedoria como modelo



Tomando como posse os verdes campos
A tranquilidade precedida da boa brisa
Apenas cabendo ao interior exalar aroma dos Pampas!



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31/07/2014

Anjo protetor

ANJO PROTETOR

(Patricia Pinna)






Recitarei os meus versos para quem
Nestes dias de nulidade de amor
Num repouso de tormento muito além
Da realidade querida sendo refém da dor?



Qual o anjo que protegerá a mim
Tomando a minha alva e pequena mão
Esperando ver em meu semblante um sim
Ao convite de vivenciar a luz de sua oração?



Não sou sabedora sequer de algumas respostas
Tenho a desilusão cravando garras em meu âmago
Esperando, quiçá, um futuro sem dar-me as costas
Condução livre de passos sem ser trôpego



Tenho camuflado em mim o poder da vontade
Tímida, ora descrente e muito fragilizada
Por vezes, um grande vulcão na outra metade
Impedindo que o anjo seja presença petrificada.



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02/06/2014

Sorriso do destino

Sorriso do destino

(Patricia Pinna)






Esperarei pelo sorriso contemplativo
Do destino uma vez mais
Traçando linhas coloridas
De esperança, paz e amor
E sem dor, repousar absoluta
Em sua morada final



Não ouvirei o ranger do sofrimento
Tendo como acabamento letal
Um vazio, um cio, um desalento
A essência do sentimento primordial



Entoarei o cântico desfeito de negritude
Acreditarei no surgimento da felicidade
Suavemente me desposarei em seu silêncio
Nas horas cadenciadas de liberdade grata




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09/04/2014

Sorriso do destino

SORRISO DO DESTINO
(Patricia Pinna)



Esperarei pelo sorriso contemplativo
Do destino uma vez mais
Traçando linhas coloridas
De esperança, paz e amor
E sem dor, repousar absoluta
Em sua morada final

Não ouvirei o ranger do sofrimento
Tendo como acabamento letal
Um vazio, um cio, um desalento
A essência do sentimento primordial

Entoarei o cântico desfeito de negritude
Acreditarei no surgimento da felicidade
Suavemente me desposarei em seu silêncio
Nas horas cadenciadas de liberdade grata


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17/10/2013

Setembro

SETEMBRO





Setembro chegara secando a lágrima da mulher
Cobrira o corpo das mais preciosas flores
E em diversidade de cores, enfeitara o sorriso
Que outrora caminhara por ruas de dores



Cândido amor que acabara de nascer
Bailara ao ritmo compassado da natureza
Crescera em forma suave de intrigante beleza
Descobrira o quão importante era o seu querer



Acordara com o aroma envolvente da aurora
Cantara junto com os pássaros em sintonia
Viajara  por terras muito distantes e as saudara
E adormecera com as estrelas dum céu sem agonia



Esfuziante raio de sol a aquecera
Agradecera pelo seu precioso calor
Na sua pele renovada pela estação
Que envolvera em graça seu coração!




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05/09/2013

Anjos da poesia

ANJOS DA POESIA

(Patricia Pinna)






Os anjos da poesia cálida
Falam através da mão pálida
Entre muitas luas e o silêncio
Habitante hospitaleiro do meu eu


Nas viagens cíclicas que fazem
Encontram novos personagens
Assumindo diversas identidades
Feras, fadas, gnomos e duendes


A liberdade transpassa o véu
Que cintila em prata anil
Partículas poderosas e curiosas
Imensamente decoradas no infinito céu


Anjos, ciclos e liberdade
Elementos da poesia subordinada
Apenas ao amor na eternidade
Onde a fantasia é real
E a realidade, uma fantasia.



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24/07/2013

Intolerância

INTOLERÂNCIA

(Patricia Pinna)





Discorrendo sobre o tema
Triste ver o quanto traz problema
A intolerância no coração do homem
Nas pequenas atitudes como emblema



No amor romântico pouco se tolera
O que é contrário ao que se quer
Dificilmente é respeitado
Criando uma selva humana
Onde a presa e o predador
Vivem na caça de um vencedor



Na amizade existe o elo sublime
Havendo concordância nos pensamentos
Até surgir qualquer diferença
Que mal vista é causando transtorno



Em todos os ambientes sociais
Independente de classe econômica
Seja o pobre, seja o rico
Esse veneno percorre no sangue
Matando lentamente as emoções
Tal qual as doridas canções



Enquanto isso, os que são imunes
Ao mal da intolerância
Conclusivamente, são sábios vencedores
Seguindo em sua história de vida
A perceptível partilha com todos



Compreendendo diariamente com amor
Que a felicidade nasce de um coração tolerante
Numa caminhada de passos largos
Nos mares diversificados da tranquilidade.


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28/11/2012

O voo da imaginação


(Patricia Pinna)



Curtas, médias ou longas
Não delimito as minhas linhas
Não cerceio a minha imaginação
Que tem um lindo par de asas
Para voar por onde quiser


Se ela paira em meio a alegria
Absorvê-la eu irei com sorriso franco
Se ela paira num turbilhão de tristeza
Afundo-me com ela, mas sem morrer


Sobrevivo aos voos que ela faz
Conheço universos paralelos
Enriqueço o meu conhecimento
Do que fui, do que sou, do que serei


Sou um portal aberto
A captar plurais energias
Sem saber quando de lá sairei


Sou a liberdade que trago no peito
Que verbaliza em bom som
Sou a prisão momentânea do meu eu
Silenciada pela profunda crueldade


Não julgo os caminhos por onde passo
Vivencio as experiências bilaterais
Ouço as vozes firmes e potentes
Que fazem da criatividade


Um alento
Um afago
Um conselho
E meu espelho.

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21/10/2012

Apaixonados



APAIXONADOS
(Patricia Pinna)





Amor vibrante com sabor de novidade
Presenteando nossos ouvidos com canções de amor
Preenchendo os uníssonos desejos febris
Ao toque aveludado da tua liberdade

No breu do nosso pequeno ninho
Víamos através dos olhos da alma
Seguindo o instintivo caminho
Que a Natureza gentilmente ensinou

Sentimento mesclado ao mel do querer
Destemido e simplesmente apaixonado
Isento de regras enternecidamente

Ensina-me a ser tua mulher
Conduza-me por onde quiseres
Deixe-me ensinar-te a ser o meu amado
Numa cumplicidade jamais corrompida

Beije-me com teus lábios quentes
A repetição da nossa saliva embriagante
Em segundos, minutos, horas
Ou tão somente agora!



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27/07/2012

Terra




TERRA

( Patricia Pinna)


Na medida sem exatidão encontro-me
Sem quase pulso a bater
Sem a alma no meu peito a verter






Ilusão não é a minha conquista
Não vivo a flutuar
Minhas mãos apalpam a Terra
E os meus pés nela dançam
Deitando o meu corpo sobre ela
Sentindo assim o seu frescor
Sob a minha pele ressequida


Terra, força que emana
Sensatez expressando
O momento bilateral


Misturo-me a ela
Sem saber quem é quem
Aprofundo-me até encontrar as respostas
Para o meu coração questionador





Espalharei-me no ar
Somente quando a Terra
Expelir seus ensinamentos
Afagando-me em seu solo
Com o ânimo do Sol a aquecer-lhe
Ao dia de um céu azul
E a chuva a descer
Nas noites misteriosas
De nuvens acinzentadas.




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16/05/2012

Teoria do amor






TEORIA DE AMOR

( PATRICIA PINNA)



Falas de um amor que não sentes
Teorizando sem saber
Sem ter o brilho dos olhos
Uma vez mortos e secos




Falas palavras das quais
Não conheces o significado
Permanecendo soltas ao ar
Ditas por dizer




Palavras que no peito oco
Fazem-se mornas
INSÍPIDAS, INODORAS E INCOLORES
Que não tem gosto, aroma e cor
Improdutivas em solo infértil
Imensidão desértica




Onde habita o infeliz ser
Rasgando as suas vestes
Por não encontrar o amor
De que tanto fala
E no âmago aflito
Não vivencia
A sua beleza redentora.


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 Patrícia Pinna.









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