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27/08/2012

Pensando e repensando







( Simone Martins)



Sou o que escrevo...Devaneios.
Sou um ser humano de carne e osso!
Espirito preso na matéria...
Sou dura na queda. Selva de pedra.
Uma dama urbana. Suburbana.
Vinda das entranhas de minha mãe...
Sou emocional... Ser imparcial!
Vivo entre segredos carmicos,
mistérios sem explicação.
Humanização! Evolução...
Transformação.
Sou a essência pura de minha alma,
substância que transborda... Ecoa.
Sou a simbiose perfeita dos versos,
que se entrelaçam, se aninham
numa perfeita comunhão...
Copulação, criação, imaginação!
A alma grita e rodopia em volta do coração.
Segue os passos conforme a dança e,
de dentro para fora, vibra se emociona.
Sou a tez dos pensamentos ilusórios.
Embriaguez das palavras nunca terminadas.
Versos e reversos pós en-contra (tempo).
Sou aquela que nunca teve tempo,
para viver e acontecer
em teus pensamentos!
Desapontamento...
Fim do poema!



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30/05/2012

Amando de novo






( Simone Martins)

Flutuava,
enquanto dançava.
Girava...
Podia senti-la
perto de mim.
Sua saia,
sete véus,
colorida
anunciava
O fim da dor!
Livre e feliz,
ela dançava...
Dançava e flutuava.
Num céu claro
de um azul marinho,
a Lua a invejava.
Estava feliz...
Livre e curada!
Sentia-se amada,
recuperada.
Auto estima elevada,
purificada!
De alma lavada,
ela flutuava, dançava.
Estava amando de novo!

Rosa Azul

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Simone Martins


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27/04/2012

Sempre solitaria





Sempre solitaria


(SIMONE MARTINS)


Ouço o tic tac,
Tic tac...Tic tac.
O tempo não para!
As lagrimas caem.
Ninguém segura
o tempo.
Eu não seguro
as lagrimas.
O tempo,
as lagrimas...
O vento.
Nada muda.
Tudo congela.
Alma solitária,
vida embasada
no tempo.
Abandonada...
As lagrimas
caem no ritmo
e na cadencia:
Tic tac...tic tac...tic tac!
Lagrimas, tempo.
Sem vento...
Solitária!

Rosa Azul


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25/03/2012

Minha inspiração





MINHA INSPIRAÇÃO
( SIMONE MARTINS)


Ah, teus olhos...
olhando-me assim,
de soslaio,
torna o meu olhar
encabulado.
Que retorna
ao teu olhar.
Com olhar admirado!
E como não dizer,
que teus olhos são
a minha inspiração.
Se na verdade
a minha mente
acorda somente.
Depois que te vê,
num retrato frio estático.
Numa foto 3X4.
Estarei sempre
visitando-te.
Mesmo que o verão
esteja terminando.
Mesmo que custe a passar
os dias de folia.
E os dias hão de passar.
Mesmo que nada aconteça.
Pois o que sinto, não emudece.
Não me cala o coração.
Continua assim, triste
sem a tua presença.
Pulsando e querendo,
amenizar a tua ausência
com uma nova canção!

Rosa  Azul


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Simone Martins
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16/02/2012

Dança comigo?





DANÇA COMIGO?
( SIMONE MARTINS)


Ao ouvir um tango,

me vi em teus braços

sonhando acordada.
Dançávamos colados.
Meu vestido todo suado,

 misturado ao meu perfume suave.

Tu estavas seduzido, apaixonado.
Com respeito e atenção,
tu me rodopiavas...
Num momento esfuziante...

Eu tentava ficar séria,

desviar o olhar.
Mas estes teus olhos...
Ah, teus belos olhos azuis.
Cravados nos meus,
faziam-me rir por demais.
Descendo meu olhar,
parei em teus lábios:
Quão belo era teu sorriso.
Contagiou-me!
Apaixonei-me por ti...
Menino homem,
Deus embevecido!
Queria ter nascido,
outrora, bem distante,
no teu passado...
E ter te conhecido,
meu querido e doce:
Dançarino romântico!

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04/01/2012

Paquera





PAQUERA
( SIMONE MARTINS)





Fila de banco...
A moça atrasada.
O moço atento lhe encara.
A moça tímida desvia o olhar.
Olhares furtivos. Secretos.
Paquera ou não, acontece.
Fila de banco. Não anda! Não rende.
O relógio insistente não para.
E o tempo, na fila, passa lento.
Novos olhares, pois a fila, não anda.
Fila de banco. A moça estressada.
Olha o relógio. Olha o moço...
Fica embaraçada! Ruborizada.
Fila de banco... O tempo não para.
A fila não anda, mas o flerte ronda.
O moço, na fila do banco, teimoso,
insiste, não desiste. Olha a moça.
A moça atrapalhada, se estressa, se vira
Lhe dá um olhar tranquilo.
A fila do banco, não anda...
O relógio não para...o sorriso escapa!
Agora, não importa mais...
A fila do banco não anda,
O relógio não para!
Mas o casal agora, namora!
E que o tempo, na fila do banco,
 pare nesse momento.
O caminhar lento do tempo,
 ja nao importa mais!

Rosa Azul


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11/11/2011

Eterna aprendiz





ETERNA APRENDIZ

( SIMONE MARTINS)


Noites coloridas, claras.
Eu corria em verdes campos.
Abençoada pela mãe Gaia!
Seu corpo forte voava...
Como uma bela águia.
 Com uma sensibilidade
A flor da pele.
Entoava seus cantos.
Declamava tuas poesias.
Com muita sabedoria!
Com total e segura, maestria.
Por todos os cantos passados,
Ouvi o teu chamado.
Sentia-me livre para voar.
Era livre para caminhar.
E tu, como pássaro,
 Sentia-se livre,
Dono do mundo...
E eu, sentia-me como tua presa,
Mas sentia-me feliz. Sem tristeza!
Muito aprendi. Muito sofri.
Mas valeu a pena.
Ainda não me descobri.
Não sei quem sou...
Mas sei que tenho forças internas,
para gerar e doar...muito Amor!

Rosa Azul


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Para a querida Simone Martins que hoje aniversaria o carinho e admiração de Anne Lieri e o Recanto dos autores!

Felicidades, Simone!
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