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Mostrando postagens com marcador Ana Paula Amaral. Mostrar todas as postagens
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23/09/2014

Esqisito

Esqisito
(Ana Paula Amaral)






Está achando esqisito? Melhor ir refletindo porque a ortografia pode ficar ainda mais esqizita.
Vem aí a Reforma da Reforma.

Essa notícia, tomei conhecimento, assistindo a um telejornal e confesso que nem dei-lhe importância e achei-a até simpática ao ouvir o entrevisado dizendo que "estavam trabalhando em ajustes para facilitar a alfabetização e o domínio da escrita". Num país ainda com tantos analfabetos, soou-me bonito.

Porém, nesta semana eu li sobre esta reforma no jornal e aí...

Omem, aqilo, ezersísio, xave e caxorro - são apenas alguns exemplos.

Na internet as informações são desencontradas, é um tal de não é bem assim, não foi falado isso, que mais parece algo a estar sendo feito às escondidas.

O Professor titular de língua portuguesa da Universidade Federal da Bahia, Dante Lucchesi, num excelente artigo que pode ser lido aqui e do qual eu coloco alguns recortes, faz-nos refletir e a partir de nomes e sobrenomes buscarmos estar atentos para o que estar porvir.

"Em 2012, no entanto, a presidente Dilma prorrogou a transição para 1 de janeiro de 2016. Faltou a ela a devida avalizção. A sociedade já havia atacado e assimilado o acordo. Os livros didáticos, as editoras, a imprensa, todos já haviam adotado o novo sistema ortográfico. A decisão do governo não foi ao encontro do que a sociedade já havia ratificado e criou um vácuo em torno da ortografia vigente no país.
Esse vácuo talvez possa explicar a infeliz iniciativa do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, ao criar um grupo de trabalho com Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto, propondo uma simplificação do sistema ortográfico brasileiro".
Dante Lucchesi

O artigo segue questionando o prejuízo que as gerações que forem alfabetizadas neste "novo"sistema ortográfico terão pois haverá grande dificuldade na leitura de obras do século 19.

Será que estamos exagerando e na verdade seria mesmo um facilitador essa reforma? Como se sentiram quando tiraram o ph da pharmacia para transformá-lo em farmácia?
Eu, reconheço a dificuldade da nossa ortografia, mas confesso que não quero essa simplificação. Gostaria sim de muitas formas de cultura acessíveis e que mostrasse a beleza e a riqueza da nossa língua.
Já está havendo uma simplificação em massa, por exemplo nas músicas, especialmente no funk.
"Nois vai e nois fica"e tantos outros "bagulho" com os quais muitos estão se expressando.

Eu sou contra essa reforma da reforma. Gostaria de saber a tua opinião.
Beijo!

* Abaixo a escritora Ana Paula me enviou dois links de textos que complementam o seu e são bem interessantes para que fiquemos por dentro da reforma outográfica:





Visite o blog da autora:




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22/08/2013

Meios de comunicar

Meios de comunicar

(Ana Paula Amaral)





Você, assim como eu, fala ao celular? Usa o celular para falar, fazer ligações?

Que absurdo.

Pois saiba que nós somos ultrapassados, praticamente somos considerados pré-históricos.

Onde já se viu usar celular para falar...

Eu não estou brincando. Eu também achava que celular servia para falar!

Uma matéria recente tinha como chamada a seguinte frase "Brasileiros são os que mais usam celular para falar".

E eu fiquei ali pensando, ué, e não é para falar?

Ah! Você é descolado e não usa celular para falar. Você se comunica usando WhatsApp, Vibe, Snapchat e escreve, manda mensagens.

Pois saiba que você também está ultrapassado.

Vamos por partes.

Eu que jurei que não teria um celular, afinal para que eu ia permitir que me encontrassem em todo lugar?

Já não consigo sair de casa sem ele.

Participei de inúmeras promoções do tipo recarregue e ganhe 50 mensagens de texto e atualmente percebi que essas promoções e publicidades estão em baixa.

Com a modernização dos aparelhos móveis, os smartphones, o uso da internet se popularizou e as pessoas estão deixando de falar para escrever na hora da comunicação.

Sobre a pesquisa em questão, de que ainda falamos muito ao celular, vieram duas questões à tona, que eu achei bem interessantes para se refletir.

Por que falamos tanto ao celular?

Temos aí duas respostas. A internet que é ruim, lenta, falha e sobretudo cara.

E falamos muito porque a péssima escolarização não incentiva a escrita ( ? ).

Nunca tinha pensado sobre este ângulo, mas é uma possibilidade...

E já está na "moda" uma nova maneira de se comunicar.

Esqueça o longo post de 140 caracteres no Twitter.
Estamos nos aproximando do dia em que tudo será dito por imagens.

"A turma da vanguarda está descobrindo que se comunicar com uma simples imagem, quer seja uma foto do vai haver para o jantar ou uma imagem de uma placa de rua indicando ao amigo 'ei, estou esperando por você aqui' é mais fácil do que se dar ao trabalho de usar palavras" ( New York Times para Folha de S. Paulo 16/07/2013 ).

Esse é um momento divisor de águas. Estamos nos afastando da fotografia como maneira de registrar e de armazenar um momento passado e convertendo-a em um meio de comunicação.

O que você acha dessa "vanguarda"? Só uma imagem basta? Para que palavras?

Acho que nós blogueiros, ainda os amantes da fotografia, sempre temos palavras, gostamos de nos comunicar assim, senão não teríamos um blog?

Mas o que você acha disso tudo? Estamos chegando a isso, só imagens?

Aqui na roça, apesar de ter chegado sinal de internet, tem um meio de comunicar inusitado.

Fogos! Quando precisa chamar um filho que mora lá pras ribas, sai no terreiro e solta um "fogos". Em cinco ou dez minutos aparece o filho!





Visite a autora clicando em seu nome:





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12/06/2013

A cor do amor

A cor do amor

(Julia)




A cor do amor
é a cor da felicidade
de acordar
abrir seu sorriso
e dar uma abraço
bem apertado no dia

Amor é carinho
a cor dele
é a cor do amor!
Sentimentos...



Visite a autora: Júlia ( 7 anos)

(filha Ana Paula)
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08/06/2013

Recanto entrevista Ana Paula Amaral

RECANTO ENTREVISTA ANA PAULA AMARAL

(Anne Lieri)



R- Ana Paula, onde vc nasceu e onde mora hoje?

AP- Eu nasci na capital de São Paulo e hoje moro em Guarulhos, pertinho do aeroporto. Aqui não temos muitas estrelas para apreciar, mas apreciamos aviões subindo e descendo!




R- Conte um pouquinho de sua família e de sua infância para nossos leitores.

AP- Minha infância não foi feliz.
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05/06/2013

Dica de leitura

Dica de leitura

(Anne Lieri)





Hoje o Recanto traz uma dica de leitura bem legal.

Trata-se do livro de Ana Paula Amaral: Crônicas de Gris.



Quem conhece o blog da Ana Paula: Lado de fora do coração sabe o quanto seus textos são gostosos de ler.

Numa linguagem coloquial, a escritora relata fatos de sua vida pessoal, sua experiência como mãe e mulher, as cenas do cotidiano, observações de pessoas, casos e sentimentos.

A poesia em suas crônicas é uma característica.

Ana Paula retrata a vida sob a lente sensível de quem tem nas palavras todo seu coração guardado.

Uma leitura agradável para rir, chorar e se encantar!
Se quiser visitar a autora e saber mais sobre o livro, clique em seu nome:




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16/07/2012

A fivela






( Ana Paula)


No cabelo,
a fivela da menina

A menina põe a fivela no cabelo
afivela os sapatos
e põe-se bonita para a vida
E a vida põe-se bela
para ela

Tão pequena, tão delicada
como a fivela
a menina ainda não compreende
que não é óbvia
a beleza da vida
que lhe olha pela janela

Ora triste, ora assustada
cobre com o cabelo
a face
cabelo cor de cobre
que lhe recobre
a lágrima que escorre

Vem menina, vem
põe a fivela
põe-se bela
para a vida

Vem menina
a beleza da vida é faceira é trigueira
espera ligeira
pelo seu sorriso
alegria brejeira!


Visite a autora: Ana Paula


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06/06/2012

O sonho da riqueza









( Ana Paula Amaral)




O sonho da fortuna fácil, fama, ascensão meteórica para um filho, uma filha, a cada época tem uma roupagem.
Pais já sonharam com o filho doutor, estudado na capital. Gisele Bundchen fez muitas mães sonharem com as passarelas no caminho das filhas. E o que dizer do futebol? Um filho Neymar... E lá vão os pais para as escolinhas de futebol, adubando promessas.
Bom, deve haver algum pai com o sonho de filho político.
E sonho não se discute.
Mas os sonhos atuais estão deixando um pouco de lado os saltos, as chuteiras, diplomas e gabinetes e ingressando na era digital.
Sonhos virtuais que, em questão de algumas semanas, podem tornar os pimpolhos milionários
Milionários não. Isso é coisa do passado.
Sonhos bilionários.
Basta o garoto ou garota traduzir uma ideia boa, por vezes simples, porém criativa, para o idioma do computador e lá está ele/ela - o bilionário da vez.
Linguagem de celular, também garante cifras em alta, são os tais aplicativos.

Os garotos da minha época tiravam a carteira profissional aos 14 anos. E ali começavam a ascensão lenta e gradual - de contínuo, office-boy à diretor da empresa.
Tem garoto hoje começando aos 11 e acho que nem deve ter a profissional, mas é um profissional de bilhões.
A mídia tem mostrado esses garotos fantásticos que passam noites em claro no lado de dentro dos computadores, enquanto os pais não sabem se sonham ou se estão num pesadelo.
Sim, porque somos envolvidos por todo tipo de informação nos orientando para limitar, proibir, para não deixar que o mundo virtual torne nossos filhos sedentários, obesos. Que pesadelo!
E se ele de tanto ficar ali, cria algo fantástico que desperte todo o Vale do Silício e você acorde com qualquer bilhão na sua conta ( porque seu filho ainda é menor de idade), que sonho, não?
Existe um método de alfabetização de bebês que deve começar lá pelos três ou quatro meses de vida e antes mesmo do rebento começar a andar, deve estar lendo palavras; palavras simple, mas lê.
E se fosse criado um método para bebês saberem a linguagem dos computadores e celulares? Com três ou quatro anos estariam fazendo aplicativos e ganhando milhões.
E lembre-se: quem desenvolver este método, eu quero a minha participação nos lucros porque eu tive a ideia, ok?
Agora deixe-me recostar a cabeça e sonhar com o meu bilhãozinho. Fácil, não?!


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Ana Paula




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