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16/11/2012

O mundo de Raimundo


( JGCosta)





Pode o mundo de Raimundo voltar a ser um bom mundo
Se o que vemos todo dia são um bando de vagabundos
Que com a cara mais lavava vão embolsando o dinheiro
Que serviria para nutrir muitas bocas do povo brasileiro



Pode o mundo de Raimundo voltar a ser mais humano
E a caridade, a bondade, pertencerem mais ao cotidiano
Não só do pobre para com o pobre, mas do alto escalão
Que se exibem em lautas sacanagens nas telas da televisão



Pode o mundo de Raimundo voltar a ser menos traiçoeiro
E o amor volte às origens longe dos dogmas financeiros
E os filhos tenham exemplos de como ser um cidadão
E que os bandidos de todas as classes mofem na prisão



Pode o mundo de Raimundo voltar a ser mais igualitário
E os governantes passem a ter não um pomposo salário
Mas somente uma gratificação por fazer pelo povaréu
Que hoje mendiga de cidade a cidade a passar o chapéu



Pode o mundo de Raimundo voltar a ser um mundo ideal
Para que o Raimundo retorne enfim para a sua terra natal
Para que ele abrace os filhos que deixou a própria sorte
Para que essa alegria o abrace antes da indesejada morte

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Essa minha poesia foi premiada no X Concurso "Desperte o Poeta que Existe em Você" da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, num evento emocionante que tive o prazer de participar, no último dia 27 de outubro.


Visite o autor: JG Costa
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12/04/2012

Dez passos


Dez passos

(J.G.COSTA)

Uma receita minha para a felicidade a dois...







Um passeio!

Dois olhares!

Três encontros!

Quatro desencontros!

Cinco reconciliações!

Seis meses de namoro!

Sete de noivado!

Oito anos de casamento!

Nove meses de espera!

Dez anos de felicidades!


Clique no link e visite o autor:

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16/03/2011

Feijões ou problemas?



Feijões ou Problemas

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo.
Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova.
Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.

Prova encerrada, todos voltam ao pé da montanha para ouvirem do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta ao seu oponente como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:

- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina....
APRENDA A COZINHAR OS SEUS FEIJÕES!!!!

                                  Autor desconhecido

Recebido por email de Joe Father.

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28/02/2011

Um ano de poesias




UM ANO DE POESIAS
( Anne Lieri)


Acabei de ler o livro de nosso amigo J.G.Costa :” Um ano de poesias”.
Escritor de contos,letras de música,crônicas,entre outros,não se refere a si mesmo como poeta,mas esse livro é pura poesia.
Poesia que invade nossa alma,nos emociona,alegra,traz esperança.
Poesia que nos identifica com as coisas que passamos na vida,porque J.G.Costa é um observador e apreciador da vida.
Poesia que nos faz pensar,refletir sobre nossas atitudes.
Enfim,um livro delicioso para ler e ter momentos de puro prazer!
Abaixo,uma das poesias que o autor coletou durante esse ano e que muito me agradou:

O GATO
( J.G.COSTA)

Com sete vidas ele nasceu
Seis vidas ele perdeu
Foi quase parar no céu
Pois quase se escafedeu
Com tantos acidentes que sofreu.


Um embaixo da bicicleta
Outro caindo da mureta
Mais um tropeçando no atleta
Outro sob um carro que não breca
Mais um andando na cerca elétrica
Outro brincando com o menino sapeca.


Através do carinho que ganhou
Das pessoas que ele acariciou
Com aquela vida que sobrou
As outras seis ele recuperou
E toda a história se reiniciou!

Aqui o link do nosso autor:


Para adquirir o livro,clique no link abaixo:







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22/02/2011

Me faz um favor?





 


O homem andava só!
Não pensava em nada importante, somente seguia seu caminho.
Parou num bar para tomar um refresco à beira da estrada, num fim de mundo em meio ao sertão. Estava quente e suava as bicas.
Um estranho se aproximou e ele pensou: lá vem mais um me pedir dinheiro. Ó pobreza que assola o povo brasileiro!
Mas estava enganado, pois o moço somente lhe pediu um favor, que entregasse uma carta caso encontrasse uma pessoa que ele muito amou e se fora repentinamente.
Apesar do estranho pedido o homem não se negou, guardou o envelope com seus documentos e partiu. Havia dito o moço que se tratava de uma mulher pequena, de olhos e cabelos claros, mas a pele morena pelo sol da labuta.
O homem pensou que encontraria milhares de mulheres assim, mas o moço disse também que ela mancava de uma perna e tinha nome de flor: Jasmim.
Após mais dois dias seguindo na estrada o homem num motel "ancorou". Durante a madrugada acordou assustado e sem nada para fazer, leu a carta que o moço lhe deu.
Esta dizia aquelas coisas comuns, de amor e saudades que ele tinha e esperanças de a ter de volta um dia. Mas apesar da simplicidade das palavras rabiscadas em apenas uma folha de caderno espiral, o homem se emocionou. Não era muito de ligar para paixões, mas cada palavra do moço decorou. E assim o sono voltou.
Depois de mais uns dias na estrada um acidente o homem sofreu, quando um caminhão de frente com seu carro colidiu. Ficou preso às ferragens e não resistiu ao demorado resgate e acabou desmaiando.
As dores que sentia de repente sumiram e ao abrir os olhos se viu num enorme campo vazio. Não era só verde o descampado, parecia uma enorme plantação de algodão, pois muito de um branco encobria o chão.
Viu pessoas a deriva andando de um lado para o outro, mas mesmo à distância uma delas lhe chamou a atenção. Vinha puxando uma perna e um vestidinho surrado cobria seu pequeno corpo.
O homem caminhou em sua direção e instintivamente chamou: Jasmim!
Ela parou assustada e o esperou calmamente, sorrindo. Antes que o homem abrisse novamente a boca ela lhe perguntou se ele trazia uma mensagem para ela.
O homem recitou as palavras decoradas da carta recebida do moço e não ficou espantado com a mulher que desaparecia lentamente enquanto ele ia terminando o pedido.
Antes que ela desaparecesse ainda ouviu um abafado obrigado. Nem se deu conta que ele também desaparecia. E em sua volta surgiu lentamente, como que desenhado, o belo e branco traçado de um hospital.
Achou o homem ter sonhado, mas dois motivos lhe disseram que não, assim que deixou o hospital uma semana depois. Junto aos seus pertences a carta do moço não foi mais encontrada e um carro novo o aguardava do lado de fora com um bilhete preso junto às chaves, escrito em letras simples:
- Obrigado pelo favor, Jasmim do coma acordou!
E o homem que andava só agora sorriu.


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Esse conto faz parte do meu livro "Olha que eu conto!"

Se quiser conhecê-lo, clique na capa abaixo.



Abraços renovados!
JGCosta
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12/02/2011

Marionete




Marionete

Você me diz que ama, sem amar
Você me diz que sonha, sem sonhar
Você me diz que quer, sem querer
Você me diz que sabe, sem saber

Você me diz que olha, sem olhar
Você me diz que chora, sem chorar
Você me diz que teme, sem temer
Você me diz que tem, sem ter

Você me diz que ora, sem orar
Você me diz que fala, sem falar
Você me diz que pode, sem poder
Você me diz que vive, sem viver

Você me diz que muda, sem mudar
Você me diz que cala, sem calar
Você me diz que vence, sem vencer
Você me diz que faz, sem fazer

Você me diz que pensa, sem pensar
Você me diz que chega, sem chegar
Você me diz que será, sem ser
Você me diz que entende, sem entender

Concluo então sem que você precise dizer
Que uma marionete um de nós deve ser!

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Essa poesia faz parte do meu livro "Um ano de poesias" (clique na capa para conhecê-lo):




Grande abraço para todos!
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05/02/2011

Conversas dentro do templo do amor



Num lugar escuro.
Um raio de luz se forma.
Disparado em lampejos.

TUM: Mamãe, você está aí?

Somente o silêncio.

TUM TUM: Hei mamãe, é a Nicole! Você está aí?

Mamãe espreguiça e se senta.

– Oi meu amor! Eu estava dormindo, quase sonhando. Você já acordou, é tão cedinho...

TUM: É que eu queria conversar...

– Então fale meu anjinho.

Neném meditando.

TUM: Eu estava pensando. Você me disse que tem tanta coisa ruim que acontece no mundo. Eu fiquei com medo. Hoje me sinto tão protegida. Como é que vai ser no futuro?

Mamãe pensou antes de falar.

– Vai continuar sendo da mesma forma que é hoje. Continuarei te protegendo e te ensinando. Com o tempo você vai crescer e conseguirá ser tão independente que a mamãe sentirá saudades de como você é agora.

TUM: É sempre assim que as coisas são?

– Na maioria das vezes sim!

TUM TUM: Quer saber mamãe, eu não queria crescer!

– Mas por quê?

TUM: Queria continuar sempre pequenininha, pois não preciso de mais nada. Eu já tenho você mamãe!

Mamãe se emociona.

– Que lindo o que você sente meu amor, mas a vida não é assim. Eu não vou viver para sempre e você tem que crescer, pois um dia talvez venha a cuidar de mim e dos filhinhos que você tiver.

TUM TUM: Cuidar de você? Filhos?

– A vida é um ciclo sem fim que não para de se alterar. Os filhos nascem, crescem, amam, têm filhos, netos e um dia voltam para o lugar de onde vieram em forma de almas. É por isso que um dia você pode ter filhos. Quanto a poder cuidar de mim, conforme o tempo passa nossos corpos envelhecem e nos tornamos muito mais sensíveis ao meio em que vivemos e geralmente precisamos ser amparados pelos filhos.

TUM: Acho que entendi. Muito linda a vida vista deste jeito que você falou mamãe, uma coisa muito bonita mesmo.

– Tinha que ser meu amor. A vida é como uma passagem que nos foi dada pelo Criador, onde desde quando nascemos começamos a escrever a nossa história.

TUM TUM: E falta muito para a gente se ver?

Mamãe calculou.

– Até que não! Daqui uns dois meses. Você está com pressa?

TUM: Não! É bom sentir nossos corações batendo junto, como se existisse um só. É que tenho a curiosidade de sentir também meu papai, meus avós, meus tios. Você me contou que eles são diferentes uns dos outros, mas no fundo sinto que são todos iguais a você, cheios de amor e de carinho, só que cada um de um jeito.

– Nossa! Como você chegou a esta conclusão?

TUM: É que me parece difícil alguém não gostar de amar.

– Você tem razão meu amor. Todos amam e são amados de uma forma ou de outra, alguns mais outros menos. Também vejo as coisas assim. Bom, agora que já conversamos bastante vou descansar e você já sabe: quando quiser conversar mais ou precisar de mim basta me chamar.

TUM: Tudo bem mamãe.

Mamãe deita de lado.

E alguns minutos depois...

TUM TUM: Ah mamãe ia me esquecendo de dizer que eu te amo! Descansa, daqui a pouco te chamo...

Mamãe sorri feliz enquanto dorme desfrutando de um sonho bom.

A luz devagar enfraquece transformando tudo.

Num lugar escuro.

Mas agora nem tanto...

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Essa não é uma história real, mas foi escrita quando minha esposa Jack estava grávida da Nicolinha, de presente para ela que tantas vezes dialogou nessa época com ela...


Blog da Nicolinha: Cantinho da Nicolinha

Conheça meus trabalhos mais recentes:


Grande abraço para todos!
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03/01/2011

O gato




Com sete vidas ele nasceu
Sei vidas ele perdeu
Foi quase parar no céu
Pois quase se escafedeu
Com tantos acidentes que sofreu

Um embaixo da bicicleta
Outro caindo da mureta
Mais um tropeçando no atleta
Outro sob um carro que não breca
Mais um andando na cerca elétrica
Outro brincando com o menino sapeca

Através do carinho que ganhou
Das pessoas que ele acariciou
Com aquela vida que sobrou
As outras seis ele recuperou
E toda a história reiniciou!

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Com carinho para os amigos!
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