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10/09/2013

Experiência clínica na abordagem sistêmica

Experiência clínica na abordagem sistêmica
(Norma Emiliano)




Hoje o Recanto dos autores convidou nossa amiga e blogueira

Norma Emiliano para escrever um texto sobre terapia familiar,

especialidade da Norma do blog Pensando em família.

Obrigada Norma por aceitar nosso convite!



Compartilhar sobre minha experiência como terapeuta é ter como ponto de partida a Terapia Familiar Sistêmica que, desde a minha formação, iniciada em 1992, transformou-se em uma das minhas paixões.

Na base dessa teoria encontra-se o desenvolvimento das noções sistêmicas com relação ao comportamento humano, ou seja, não se pode compreender o indivíduo isolando-o do seu contexto, tendo em vista que o indivíduo e o ambiente são dependentes e interligados.  Desta forma, o que rege a terapia familiar é o pensamento de que todas as partes são interdependentes, pois as propriedades do todo têm sua origem nas interações entre as partes. Os comportamentos influenciam-se mutuamente. Desta forma, as questões são analisadas a partir do conhecimento sobre a dinâmica familiar e a transgeracionalidade é enfatizada. O sintoma é considerado com uma metáfora do problema. Portanto, é uma forma diferente de se compreender saúde/doença, contribuindo para ampliar as intervenções terapêuticas.

As técnicas utilizadas têm como objetivo atuar na repetição dos problemas interacionais e se baseiam na aliança terapêutica, na melhoria da comunicação e  em  técnicas diretivas (no aqui e agora).

Os atendimentos podem ser feitos, de acordo com as necessidades, com o individuo, casal e/ou família.  É importante que haja uma demanda espontânea. Não há processo terapêutico sem que o (s) envolvido (os) se comprometa (m).

A maior demanda em relação às famílias, na minha clínica, são problemas oriundos dos limites familiares com os filhos e conflitos entre casais, cujos temas mais tóxicos são: família de origem, dinheiro e sexo. Em relação ao jovem adulto solteiro a indefinição das escolhas profissionais, as dificuldades para a autonomia e os relacionamentos voláteis são temas que geram angústias.

No meu blog pensando em família privilegiei um espaço para perguntas e respostas, sendo que o maior índice de questionamentos tem sido sobre educação dos filhos, dificuldade de aprendizagem, separação, relacionamentos familiares: pais/filhos; fratria; entre outras.

Enfim, é uma área de atuação na qual várias categorias de profissionais (assistente social, psicólogo, pedagogo, entre outros) podem atuar com a devida formação.

A identificação da repetição dos padrões relacionais leva ao autoconhecimento e a diferenciação do self. *,  possibilitando uma melhor qualidade de vida mental e física.

Agradeço a Anne Lieri pelo seu convite que me deu a oportunidade de escrever sobre a minha experiência profissional na clínica e finalizo com a frase de um dos autores em que baseio a minha prática e meu direcionamento pessoal.

Compreender os mecanismos relacionais, diferenciar-se, desfazer triângulos e modificar os velhos modelos não é para mim unicamente um objetivo terapêutico, é também a meta da vida de qualquer individuo que deseje conquistar a liberdade e o conhecimento dos sistemas com os quais se relaciona (Bowen, 1979).


*Diferenciação do "self" - capacidade do sujeito de perceber sentimentos e pensamentos, diferenciando os próprios dos alheios.


Visitem a autora clicando em seu nome:



Terapeuta de Casal e Família
Leia Mais ►

29/08/2013

Recanto convida


O Recanto dos autores convidou a amiga, jornalista, revisora de texto e escritora Sheila Ribeiro Mendonça para escrever um artigo sobre revisão de texto.

Pretendo convidar outros autores para abordar assuntos diferentes.



A importância da revisão de texto
( Sheila Ribeiro Mendonça)


Escreveu um texto, né? E agora?

Revisar. Não, não precisa ser uma revisão profissional, pelo menos não necessariamente, mas a revisão do que escrevemos é fator fundamental para que o nosso texto tenha credibilidade. É isso mesmo. É muito chato entrarmos em uma página de site ou blog e encontrarmos textos que está na cara que a pessoa exatamente como escreveu publicou. E artigos acadêmicos, matérias de jornais, revistas, sites de notícias e livros? Muito pior.

Existem erros e erros, é claro. Como revisora de texto e “copidequista” eu sempre explico, gramaticalmente falando, tudo que eu corrijo, sempre dando dicas e sugerindo outra forma de escrever. Nunca sugiro a linguagem rebuscada, a não ser que assim o texto peça, mas normalmente é tudo bem coloquial mesmo. Você aí que está me lendo, mesmo que não seja profissional na área pode fazer uma revisão do que escreveu. Sugiro o seguinte passo a passo: escreva, salve, vá fazer outras coisas e depois de um tempo revise o que escreveu. Por que dar um tempo? Porque simplesmente o nosso cérebro se acostuma com o que criamos e não permite enxergarmos de jeito nenhum os nossos erros.

Se eles vierem no meio das frases ou palavras aí é que o nosso cérebro nos trai mesmo, sem o menor pudor. É muito desagradável pegarmos um livro pra ler e encontrarmos vários erros, quando são erros “bobos”, entre aspas porque na prática nenhum erro é bobo, como, por exemplo, a supressão de letras a gente até não cai da cadeira, mas erros graves como grafias incorretas ou aplicação da crase errada e da vírgula, essas são campeãs, são erros que nos fazem cair da cadeira. E não queremos que o nosso leitor corra o risco de se machucar, não é mesmo? A falta da revisão é chata porque pode passar para o leitor um desleixo do autor e da editora.

Para essas características descritas acima você provavelmente irá precisar mesmo de um profissional para te ajudar. Mas o que tenho percebido é que alguns colegas, na ganância de querer pegar vários clientes ao mesmo tempo e assim ganhar mais dinheiro, estão fazendo a leitura dos originais meio que nas coxas e aí o que precisa ser feito de forma minuciosa e com o tempo que essa movimentação merece acaba sendo feito de qualquer jeito, assim muitas vezes dando até a impressão que o original não passou por uma revisão. Se bem que às vezes não passou mesmo.

Infelizmente a minha profissão não é valorizada como deveria, pois este trabalho é superimportante. Até para banners, para menus, resenhas, sinopses, estas costumam ter muitos erros. Ou seja, na prática tudo precisa de uma revisão de texto. Os preços para um orçamento variam bastante entre os profissionais, mas se você tiver um blog e não tiver condições de contratar um revisor, ou achar que não precisa de tanto, não deixe de você mesmo revisar o que escreveu.

Agora, se você é autor, aí meu amigo, não tem solução, você terá que fazer uma revisão de texto de qualquer jeito. Procure um profissional com um preço que caiba no seu bolso e mãos à obra. 

Afinal, um livro é um filho e cuidar dele tem que ser uma movimentação primeiramente sua e depois de quem você contratar para te ajudar. Pensem nisso com carinho.


Sheila Ribeiro é  jornalista, autora e revisora de texto.

Seu romance " Cabra Cega" é um grande sucesso na web e, somente hoje podemos adquirir gratuitamente em edição e book pela Amazon.

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Você pode encontra-la clicando nos links abaixo:










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