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Mostrando postagens com marcador Antonio Campos. Mostrar todas as postagens
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26/10/2012

Saudade de Antonio Campos






SAUDADE DE ANTONIO CAMPOS
(Anne Lieri)

O Recanto dos autores lamenta a passagem de nosso querido Antonio Campos que sempre postava suas poesias por aqui!

Poeta, teremos que aprender a superar essa saudade que vc deixou!

Aqui, uma poesia que ele postou para nós:

“Em Aprendizado”
(Antonio Campos)



Aprendi que não se chora

Molha-se o rosto com uma água salgada

Que fica armazenada dos banhos de mar

E um dia os olhos a colocam para fora


Mora em nosso peito alegrias e mágoas

Tragamos pulmões adentro impurezas

Desgastes das artes e acertos consertos
Em relógios que são certamente eternos


Modernos são os recursos discursos

De profetas trombetas não celestiais

Decimais são as cobranças milenares

Pilares de uma construção sólida?


Bólida sim é a queda do cometa
Retreta em pública praça surpresa

Certeza de um comando muito além

Belém também viu sua chegada


Passadas eras e as mesmas feras

Ergueram-se eretas e em setas

Flechas e arcos em direção opostas

Apostas em novos testamentos


Elementos unidos em varias provas

Comprovas-te através das dores

Cores muitas de auras em provações

Composições a espera de aprovações.


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11/10/2012

Em teu olhar


EM TEU OLHAR
(Antonio Campos)




em teu olhar perco-me
em teus braços me aconchego
aos teus ouvidos um segredo

teus lábios colmeia do meu mel

fantasias que desenho no papel
vidas que se cruzam nesse ato
cheiros e desejos através do olfato

suor corre pelo rosto beijo e gosto
a língua diz amar sentindo paladar
na anatomia do teu corpo louco

nessa união ecos da paixão
nosso abismo incandescente
vamos ao delírio pouco a pouco.



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27/06/2012

Descaminhos









Descaminhos
(Antonio Campos)

Corro a teu encontro
meu caminho desencontro
perco-me então no destino
desatino em meio ao nada

penitencio-me em silêncio
por perder-me de tanto amor
em veredas de um tempo sem fim
só... nas entrelinhas confesso-me



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15/06/2012

O tempo






 O Tempo
( Antonio Campos)

O tempo mensageiro
de boas e más noticias
conselheiro sereno das horas
assíduo ouvinte das dores


não sei quanto me resta
mas acho que o tempo me aceita
deixa-me estático sem respirar
manda parar tudo o sillêncio se faz


a luta o grito a palavra resista
mãos ajudam-me mas sufocam-me
a inércia um vácuo que te absorve
luzes que confudem de onde mesmo serão?


velho tempo mensageiro
para onde tentas me levar?
meu corpo embaixo é visto tão pequeno
sereno são meus movimentos?


O cérebro ativo o corpo inerte
verte do rosto muito suor frio
sem comando debatem-se os membros
a luta é ferrenha vida e morte e o tempo


uma voz fala ao meu ouvido
volta está tudo bem pode respirar
diz teu nome a batida está melhor
a pressão é normal e o tempo deixou-me ficar.


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30/05/2012

De frente com ela






" De Frente Com Ela "
( Antonio Campos)



Certos minutos da vida
trazem a nossa presença
a esperança de sonhos

tristonhos são doloridos momentos
lamentos são dores fora da agenda
entende-se que horas são frações de um dia

perdia-se então os sentidos
amigos estendem os braços
nos acolhem com atenção
coração que havia parado

resiste após ser fortemente abraçado
amigos são os que decidem caminhos
carinhos fraternos cheios de luz
mensageiros  de um homem chamado Jesus.


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11/05/2012

Lábios






Labios
( Antonio Campos)


Esses lábios
Que dizes não te
Causarem mais desejos

São os mesmos
Que te deram beijos
Levaram-te a delírios

Em meu leito
Aos suspiros
Estremecias de prazer

Entre paredes mudas
Loucuras absurdas
Teu corpo

Entregavas ao profano
Tua vida
Em minhas mãos

Esqueces um passado
Renegas meus beijos
Negas essa paixão?


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Antonio Campos

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26/04/2012

Esse tempo






ESSE TEMPO
(Antonio Campos)



esse tempo
que temos de sobra
sábio nos pondo a prova
nós altivos sempre no ataque



ele calmo sereno se faz pequeno
humildemente esperando escusas
rusgas nossas e o agredimos silente
homem das cavernas em nós hibernas



lampejos de memória até cintilam
empíricas são todas as teorias milenares
pares somos homos alma sem sapiência
paciência indulgência tem o tempo de sobra


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17/03/2012

Em aprendizado




“ Em Aprendizado “
(Antonio Campos)


aprendi que não se chora
molha-se o rosto com uma água salgada
que fica armazenada dos banhos de mar
e um dia os olhos a colocam para fora

mora em nosso peito alegrias e mágoas
tragamos pulmões a dentro impurezas
desgastes das artes e acêrtos consêrtos
em relógios que são certamente eternos

modernos são os recursos discursos
de profetas trombetas não celestiais
decimais são as cobranças milenares
pilares de uma construção sólida?

Bólida sim é a queda do comêta
retreta em pública praça surpresa
certeza de um comando muito além
Belém também viu sua chegada

passadas eras e as mesmas feras
ergueram-se eretas e em setas
flechas e arcos em direção opostas
apostas em novos testamentos

elementos unidos em varias provas
comprovas tu através das dores
cores muitas de auras em provações
composições a espera de aprovações.

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AntonioCampos


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06/03/2012

Labirintos





LABIRINTOS
(Antonio Campos)


Na vida em labirintos
perco-me a olhos vistos
sinistros e invisíveis obstáculos
demarcam fronteiras do cotidiano

guio-me por fases em soltas frases
quando o sol em seu ocaso ao acaso
deixa-me antever mistérios do anoitecer
e dói a solidão que sentirei ao amanhecer



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07/02/2012

Razão





" Razão "
( Antonio Campos)

Essa... razão
deixa nosso coração
e outros sentidos perdidos

prefiro perdê-la
a deixar de tê-la
pois que num piscar de olhos
perde-se o sentido da vida

fica sempre
uma saudade sentida
lágrima escorrida
dor da despedida

louco sim louco
em devaneios onde
um piscar de olhos
e o desejo de possuí-la
me fazem perder a razão.


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Antonio Campos 


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14/01/2012

Procuro-me






Procuro-me
( Antonio Campos)


Deixo que o vento leve-me
nessa caminhada em busca do nada
saio a noite em aventuras como ave noturna
preciso fugir de tudo muito mais de mim fugo então

gritos na escuridão assustam
corpos que tocam-se a cada esquina
sereno que cai mistura-se a suores e restos
luzes que acendem-se e se apagam homens devassos

tento ascender entre vultos
esgueirando-se em meio a neblina
dançam a meia luz mariposas e bailarinas
noite sem luar sem estrelas eu solitário procuro-me....

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Antonio Campos
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11/12/2011

Rubra ilha







RUBRA ILHA
( ANTONIO CAMPOS)

Não será meu
aquilo que nunca se deu
somos dados a prometer
a quem nunca nos mereceu

só aqui aportamos
e só daqui partiremos
muitas vezes sem nada pedir
damos a outrem o que temos

sentir a mão vazia no aperto
numa apresentação ou despedida
são seres frios sempre ausentes
mesmo que respondam presente

rubra ilha ferida
sofres de tanta ausência
mesmo que transbordes vida

a deriva perco-te no gps
foges ao meu controle tímido
mesmo dando sempre guarida.

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24/11/2011

Fantasias





“ Fantasias “
( Antonio Campos)

Bailas no meu olhar perdido
pois que ausente sonho
mascaro então meu corpo
palco das tuas fantasias

molho os lábios no teu mel
favo doce dos meus desejos
solfejos ensaios de uma peça
num teatro de lençóis acesos

plateia surda muda desnuda
de sentimentos então passiva
assiste ao ato como a chuva

que lava o vidro embaçado
corpos vozes tons acelerados
música no som da loba que uiva.



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12/11/2011

Prometo





" Prometo "
( Antonio Campos)

Prometo
no silêncio da noite
a palavra não dita
embora meu desejo
lembrança do teu beijo

prometo
sonhar todos os sonhos
e na linha do horizonte
traçar novos planos
mudar meu destino
acabar com meus enganos

prometo
solitário caminhar pisar
na areia deixando marcas
que as frias aguas levarão
para mar a dentro prometo
acabar com esse sofrimento.

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